<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375</id><updated>2011-05-13T13:41:06.586-03:00</updated><title type='text'>Impressões Transatlânticas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-7091214107209610403</id><published>2007-08-20T20:52:00.000-03:00</published><updated>2007-08-20T22:56:58.829-03:00</updated><title type='text'>Retrospectivas 3: a Turquia</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RspAsu-BLhI/AAAAAAAAAUs/UtTPRp7gKJg/s1600-h/Istambul04.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100960665217084946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RspAsu-BLhI/AAAAAAAAAUs/UtTPRp7gKJg/s400/Istambul04.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Difícil falar de uma Turquia inteira sem mergulhar na Capadócia, a partir de uns arranhões na costa trácia, de banhos no Egeu e visitas corridas a cidades de impérios sucessivos, que revelam pouco do que andam vendendo empacotado sobre esse lugar. Uma Turquia onde Smyrna e Ephesus são Izmir e Efes, onde Tróia é Truva e Bizâncio e Constantinopla são Istambul. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RspF_--BLmI/AAAAAAAAAVU/QzisHV4hYd4/s1600-h/Istambul00.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100966493487705698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RspF_--BLmI/AAAAAAAAAVU/QzisHV4hYd4/s320/Istambul00.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mesmo assim, o recado local, nunca diga pra um turco, é claro: você não está mais na Europa. Versos do corão emanam cinco vezes por dia de todas as mesquitas, que dominam a paisagem em qualquer aglomerado permanente. O Bazar, espécie de 25 de março institucionalizada, ocupa o centro de todas as cidades, e civilizadas etiquetas de preço são substituídas por discussões com os comerciantes, em que você, acostumado a ser um consumidor indefeso e hipossuficiente, precisa assumir o papel de mercador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RspCf--BLjI/AAAAAAAAAU8/LW7z_gQWdhY/s1600-h/Istambul07.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100962645197008434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RspCf--BLjI/AAAAAAAAAU8/LW7z_gQWdhY/s320/Istambul07.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As mulheres em véus ou xadores inteiros não são turistas. Mulheres sozinhas - ou seja, sem homens, mesmo que num grupo de doze - são tratadas não com desrespeito como querem que acreditemos, mas com uma deferência e prestatividade excessivas; os homens fazem tudo por elas, tratam como rainhas, sem o que seria aquela latina olhada a mais. Na verdade, alguém esses dias foi mais preciso: como deficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RspEj--BLlI/AAAAAAAAAVM/xYK2wFw0JAc/s1600-h/Egeu.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100964912939740754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RspEj--BLlI/AAAAAAAAAVM/xYK2wFw0JAc/s320/Egeu.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O ponto do turco acima, e que dá pra notar também, é que a Turquia se esforça imensamente, desde Ataturk, o Getúlio Vargas local, pra ser uma coisa em que o mundo não acredita muito: uma sociedade laica de maioria muçulmana. Por palavras mais sibilantes, o país se acredita numa gangorra cultural (na verdade, 3% do território ficam na Europa) e tenta transformar o islamismo numa peculiaridade, numa cor local, numa espécie de samba ou fog ou tourada, de que podemos até discordar mas que não atrapalha a liberdade individual, contra o que podemos escrever artigos de jornal e debater calorosamente entre xícaras de chá, sem que o crescimento econômico da nação fique prejudicado por conta dessas idiossincrasias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RspEje-BLkI/AAAAAAAAAVE/GEtDZMbNgC8/s1600-h/Efes.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100964904349806146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RspEje-BLkI/AAAAAAAAAVE/GEtDZMbNgC8/s320/Efes.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Com algum sucesso, até. Istambul é uma das cidades mais bonitas que já vi, e isso exatamente por conta das vigas que gostaríamos de ver bem cobertas de cimento e papel de parede. Izmir dá uma idéia melhor da não-Europa, um cidade grande de porto, um Rio sem Guanabara. Selçuk e Çanakkale são pequenas cidades que deixam claro que estamos em terra estrangeira. Entre umas e outras, os legados de dezenas de civilizações, de Príamo, Alexandre e Constantino, patriarcas bizantinos, ulemás, sultões e califas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incluir a Turquia na Europa seria, para os europeus, a idéia arrepiante de fazer fronteira com o Irã. Deixá-la de fora é deixar claros os arrepios da idéia de ter uma fronteira dessas. Hoje, o Sarkozy - sob quem viverei tempos incógnitos - apresenta sua mágica. Uma União Mediterrânea. Fora da Europa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RspAM--BLgI/AAAAAAAAAUk/ds19yRJBg-I/s1600-h/Istambul01.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100960119756238338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RspAM--BLgI/AAAAAAAAAUk/ds19yRJBg-I/s400/Istambul01.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-7091214107209610403?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/7091214107209610403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=7091214107209610403&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7091214107209610403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7091214107209610403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/08/retrospectivas-3-turquia.html' title='Retrospectivas 3: a Turquia'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RspAsu-BLhI/AAAAAAAAAUs/UtTPRp7gKJg/s72-c/Istambul04.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-2719099327721119301</id><published>2007-08-18T07:07:00.000-03:00</published><updated>2007-08-18T07:38:16.378-03:00</updated><title type='text'>Retrospectivas 2: Estônia/Letônia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099984247352012162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsbIpu-BLYI/AAAAAAAAATk/5zMDI2OlEz8/s400/Estonia02.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Estônia e Letônia (e, difícil não incluir no pacote, a não-visitada Lituânia) são países que, digamos assim, precisam de justificativa. Por exemplo, se você falar que vai ficar uma semana na França e outra na Itália, passando dois dias na Suíça, ninguém nunca vai te responder com um &lt;em&gt;Por quê?&lt;/em&gt;. Mas, pelo menos no Brasil, a gente precisa de um motivo pra ir pros países bálticos, e isso mesmo pra quem vai desembarcar na Noruega, passar pela Suécia e pela Finlândia e terminar a viagem na Rússia, ou seja, não parece existir razão pra se deter nesses lugares onde &lt;em&gt;não tem nada&lt;/em&gt;. Nesse sentido, visitar os bálticos é um pouco que nem uma pessoa de outro continente visitar o Rio, Salvador e Amazônia e passar um fim-de-semana em São Paulo entre um e outro. A pergunta, &lt;em&gt;Você conhece alguém lá?&lt;/em&gt;, sai até sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsbJ3e-BLZI/AAAAAAAAATs/WPNNdspc-os/s1600-h/Estonia01.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099985583086841234" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsbJ3e-BLZI/AAAAAAAAATs/WPNNdspc-os/s200/Estonia01.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E claro que o motivo da minha passagem pelo báltico é exatamente o mesmo da passagem da maioria dos estrangeiros em férias pela cidade da qual nos orgulhamos tanto: a casualidade de o avião descer lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que devem existir várias companhias aéreas que fazem Istambul-Moscou, mas a questão toda é que o fenômeno das low cost ainda não chegou nessa rota, e isso sairia fácil uns 400 euros. Então descobri a Air Baltic, que tinha preços de Sky Europe pro maior trajeto de toda a viagem, cortei um dia de Moscou e um de São Petersburgo e resolvi conhecer Riga, Letônia, e Tallinn, Estônia. Uma boa idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099984118502993266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsbIiO-BLXI/AAAAAAAAATc/vFYi4XGqTpI/s200/Estonia04.JPG" border="0" /&gt;O mote Leste Europeu é tão forte nesses países como nas populares República Tcheca, Hungria e Polônia: são povos com unidade cultural mais que milenar e que desde que se lembram foram dominados sem cessar por cada império, mínimo ou imenso, que se formou entre o Reno e os Urais. Assim é que russos, alemães, suecos, e, no caso da não-visitada Lituânia, até os poloneses, também sempre ocupados por terceiros, se alternaram como donos dos territórios dos países bálticos, incluindo privatizações, com vendas ocasionais desses países pra ordens religiosas e ligas de comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim independentes, após a 1ª Guerra Mundial e o fim dos impérios do Leste, não demorou para a União Soviética decidir se estender até o mar e aceitar, de coração aberto, proteger essas pequenas repúblicas indefesas, enviando para a Sibéria ou sumindo com vários bálticos azarados no processo. Na década de 90, com o fim da URSS e do tal socialismo real (às vezes real demais) esses países, aí sim independentes, como bons meninos, em menos de 10 anos aderiram à OTAN e à União Européia. Agora vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099983362588749138" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsbH2O-BLVI/AAAAAAAAATM/oM8KWjSf240/s200/Estonia05.JPG" border="0" /&gt;Então no verão pelo menos, que é quando as pessoas podem sair de casa, tanto Riga quanto Tallinn são invadidas (figurativamente falando) por milhares de turistas, que fortalecem a economia local e trazem divisas, e as cidades ficam tão independentes quanto esses alemães, franceses e americanos permitem. Para a galerinha dos albergues, o padrão de sucesso Leste Europeu continua valendo, ou seja, cidades históricas com castelos e igrejas restaurados parecendo saídos de alguma confeitaria, somados com população eslava (e, sei lá, fino-úgrica) branquinha e preços bem mais em conta que na Europa tradicional dos mochileiros brasileiros, principalmente pra cerveja e vodca (e, aparentemente, prostituição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099983182200122674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsbHru-BLTI/AAAAAAAAAS8/ImGs0e_0NMA/s200/Estonia03.JPG" border="0" /&gt;Em qualquer lugar tem mapinhas da cidade com pontos turísticos, frases pra dizer na balada e propaganda de lugares pra comer, dançar e comprar cerveja e vodca (e garotas eslavas). A única desvantagem mesmo é que, voltando pra casa sem foto na frente da Torre Eiffel, da Mesquita Azul ou do Kremlin (que não dá pra tirar foto na frente, mas a gente simplifica falando assim), você vai ter que dar uma boa explicação de por que ter passado uns dias na Estônia e na Letônia - e, quem sabe, na Lituânia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-2719099327721119301?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/2719099327721119301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=2719099327721119301&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/2719099327721119301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/2719099327721119301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/08/estnialetnia.html' title='Retrospectivas 2: Estônia/Letônia'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsbIpu-BLYI/AAAAAAAAATk/5zMDI2OlEz8/s72-c/Estonia02.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-54279798342412399</id><published>2007-08-15T19:17:00.000-03:00</published><updated>2007-08-17T17:27:04.231-03:00</updated><title type='text'>Retrospectivas 1: a Rússia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOIeDD65nI/AAAAAAAAAR8/cygP8HbI8Nc/s1600-h/GUM.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099069252912735858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOIeDD65nI/AAAAAAAAAR8/cygP8HbI8Nc/s400/GUM.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;Curioso um uísque irlandês ter catalisado esta retomada das minhas impressões. No total, 15 países em 80 dias, ou, como é costume nesses casos, 79. E, sendo verdade que até pelas dificuldades com os teclados do oriente os últimos países foram os menos comentados, vou vindo em sentido contrário seguindo a própria trilha até chegar, como João e Maria, de volta nessa cidade mais exótica de todas chamada São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOJwzD65rI/AAAAAAAAASc/6JEEDtKC98Y/s1600-h/Peters.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099070674546910898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOJwzD65rI/AAAAAAAAASc/6JEEDtKC98Y/s200/Peters.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de um mês numa Europa cada vez menos oriental, o que se vê nas velozes avenidas e grandes praças da Rússia são os sinais de que sim, você está num BRIC, um país prometido. Guardadores de carro ajudando a manobrar Audis e seguranças de terno deixando entrar apenas as pessoas certas nos GUMs e TSuMs, antigos postos de distribuição comunistas transformados em shoppings reluzentes (não, essa primeira foto na Praça Vermelha não é de um prédio público), nos dão a certeza de que a economia de mercado está mudando a vida desse povo tão reprimido. E embora meu Lonely Planet enfatize não poucas vezes que entrar nesses lugares é uma boa forma de acabar com a imagem dos russos fazendo fila para receber pão e manteiga, fica claro o erro de metodologia - falta o grupo de controle, quer dizer, na Nova Rússia ninguém está distribuindo nem pão nem manteiga. Compreende-se a ausência da fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOJwjD65qI/AAAAAAAAASU/_cQUJdH5ghA/s1600-h/Mec.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099070670251943586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOJwjD65qI/AAAAAAAAASU/_cQUJdH5ghA/s200/Mec.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Outra novidade de cruzar esse novo Muro da União Européia é encontrar sem querer um país com uma vida própria, quer dizer, onde os turistas devem integrar-se ao modo russo, e não o contrário. Isso dificulta a vida. Ao contrário do que acontece em Estônia, República Tcheca ou Croácia, não dá pra simplesmente pedir informação em inglês a qualquer transeunte, sem aprender nem o equivalente local de &lt;em&gt;Vi gavarite pa angliski?.&lt;/em&gt; Eles não só não falam inglês (incluindo a New Generation que só se veste em inglês) como não fazem esforço nenhum pra te ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOJdDD65pI/AAAAAAAAASM/9DhlsZIuSoA/s1600-h/Lenin.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099070335244494482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOJdDD65pI/AAAAAAAAASM/9DhlsZIuSoA/s200/Lenin.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quer dizer, aqui preciso fazer uma distinção que diz muito sobre quem são os russos e até pode ajudar a lê-los no futuro. Talvez por resquício de outros tempos que daqui procuramos esquecer e fazer com que eles esqueçam, um russo do qual você tente comprar uma mercadoria nunca vai se mover um milímetro além do necessário, e inclusive chegamos a nos perguntar quem, afinal de contas, é o interessado na transação. Não deveria ser o vendedor? - e isso mesmo quando estamos comprando algo que nos interessa muitíssimo, ou seja, esperamos um comportamento no mínimo de amabilidade forçada, numa palavra a helpfulness, definida na wikipedia como “(1) the property of providing useful assistance, and (2) friendliness evidenced by a kindly and helpful disposition [syn: kindliness]”. Algo entre a utilidade e a amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOJwzD65sI/AAAAAAAAASk/vb5FgenzsE8/s1600-h/Catedral.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099070674546910914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOJwzD65sI/AAAAAAAAASk/vb5FgenzsE8/s200/Catedral.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não o russo. O russo, se o que você procura não é exatamente o que ele vende ou faz, nem mesmo te indica a cabine de informações. ‘Nieto’ é tudo o que você consegue arrancar dele, até desistir e tentar descobrir sozinho o que fazer ficando 15 minutos decifrando placas em cirílico no processo. Contudo, se você conseguir minimamente quebrar essa relação e parecer uma pessoa que precisa de ajuda, e não um turista-consumidor, o russo vai com você até o outro lado da cidade, encontra um intérprete de uma língua comum e inclusive oferece pra pagar alguma coisa se você não tiver dinheiro. Sem perguntar pelo dólar no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi minha experiência numa última noite apelativa em Moscou, na qual decidi inconseqüente que não só iria ficar acordado até o avião das 7h35 como iria atrás de um bar numa quarta-feira, sem conhecer a cidade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOJdDD65oI/AAAAAAAAASE/IU6Eundkt48/s1600-h/Stalin.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099070335244494466" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOJdDD65oI/AAAAAAAAASE/IU6Eundkt48/s200/Stalin.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Recebi consecutivas ajudas dos garçons dos lugares vazios até achar um lugar com gente, dos russos bêbados que me indicaram a insanidade de tentar chegar no aeroporto com qualquer minuto menos das 2h de antecedência (não é exatamente uma democracia de mercado, e se o policial decidir que você tem que responder umas perguntinhas, o você perder o avião não é nenhum problema para ele), do taxista não-taxista (qualquer carro na Rússia é um táxi em potencial, basta estender a mão), de um rapaz bêbado no metrô e das vendedoras dos bilhetes do trem errado, no minuto em que elas acharam que o rapaz bêbado podia causar mais problemas do que ficar me seguindo com a garrafa. Me levaram até o quase-impossível-de-achar trem secundário pro aeroporto, que saía às 4h41 e não às 6h00, hora do primeiro expresso. Bem precário e pinga-pinga, mas cheio de russos de verdade e o suficiente pra me fazer chegar ao aeroporto às 5h50. &lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099069252912735842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOIeDD65mI/AAAAAAAAAR0/eRBkNUYfL7E/s400/Trem.JPG" border="0" /&gt;E não é que o policial resolveu me fazer umas perguntinhas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-54279798342412399?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/54279798342412399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=54279798342412399&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/54279798342412399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/54279798342412399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/08/retrospectivas-1-rssia.html' title='Retrospectivas 1: a Rússia'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RsOIeDD65nI/AAAAAAAAAR8/cygP8HbI8Nc/s72-c/GUM.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-4243960426977466184</id><published>2007-08-10T10:07:00.000-03:00</published><updated>2007-08-10T15:33:23.500-03:00</updated><title type='text'>Itinerários</title><content type='html'>Fase 1: &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rryu-DD65lI/AAAAAAAAARs/L9eWGzgA74w/s1600-h/Fase1.GIF"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097141259273430610" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rryu-DD65lI/AAAAAAAAARs/L9eWGzgA74w/s400/Fase1.GIF" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porto &lt;br /&gt;- Braga&lt;br /&gt;- Coimbra&lt;br /&gt;- Porto&lt;br /&gt;- Vidago&lt;br /&gt;- Chaves&lt;br /&gt;- Verín&lt;br /&gt;- Vigo&lt;br /&gt;- A Coruña&lt;br /&gt;- Barcelona&lt;br /&gt;- Zaragoza&lt;br /&gt;- San Sebastián&lt;br /&gt;- Guernica&lt;br /&gt;- Bilbao&lt;br /&gt;- Barcelona&lt;br /&gt;- Sevilha&lt;br /&gt;- Toledo&lt;br /&gt;- Lisboa&lt;br /&gt;- Belém&lt;br /&gt;- Cintra&lt;br /&gt;- Madrid&lt;br /&gt;- Córdoba&lt;br /&gt;- Granada&lt;br /&gt;- Madrid&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intermission:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amsterdã (acho)&lt;br /&gt;- A Haia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fase 2: &lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rryu9zD65kI/AAAAAAAAARk/36ov2k1o7RM/s1600-h/Fase2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097141254978463298" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rryu9zD65kI/AAAAAAAAARk/36ov2k1o7RM/s400/Fase2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Praga &lt;br /&gt;- Cracóvia&lt;br /&gt;- Oświęcim&lt;br /&gt;- Bratislava&lt;br /&gt;- Budapeste&lt;br /&gt;- Rijeka&lt;br /&gt;- Pula&lt;br /&gt;- Llubljana&lt;br /&gt;- Viena&lt;br /&gt;- Sofia&lt;br /&gt;- Veliko Tarnovo&lt;br /&gt;- Istambul&lt;br /&gt;- Çanakkale&lt;br /&gt;- Truva&lt;br /&gt;- Izmir&lt;br /&gt;- Selçuk&lt;br /&gt;- Efes&lt;br /&gt;- Pamucak&lt;br /&gt;- Istambul&lt;br /&gt;- Riga&lt;br /&gt;- Tallinn&lt;br /&gt;- Moscou&lt;br /&gt;- São Petersburgo&lt;br /&gt;- Moscou&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RrxyMjD65jI/AAAAAAAAARc/D8SmLm0e-tQ/s1600-h/Fase2.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RrxrxjD65gI/AAAAAAAAARE/ZyEBN4cHydE/s1600-h/Fase2.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RrxryDD65hI/AAAAAAAAARM/BdAIXGxnVSU/s1600-h/Fase2.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-4243960426977466184?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/4243960426977466184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=4243960426977466184&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4243960426977466184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4243960426977466184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/08/itinerrios.html' title='Itinerários'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rryu-DD65lI/AAAAAAAAARs/L9eWGzgA74w/s72-c/Fase1.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-7479408500287033212</id><published>2007-08-08T04:11:00.000-03:00</published><updated>2007-08-08T04:14:52.309-03:00</updated><title type='text'>Ia nie gavariu ruski</title><content type='html'>- Vi gavarite pa angliski?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Niet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Franzoski?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Niet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Niemetzki?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tchu-tchu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hm. Oder...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(24 horas e contando. Acho que voltando faço uma retrospectiva em sentido contrário. Agora, o prêmio de povo menos prestativo do mundo vai pros russos, com certeza.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-7479408500287033212?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/7479408500287033212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=7479408500287033212&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7479408500287033212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7479408500287033212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/08/ia-nie-gavariu-ruski.html' title='Ia nie gavariu ruski'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-6553904070464702797</id><published>2007-08-04T14:09:00.000-03:00</published><updated>2007-08-04T14:15:12.457-03:00</updated><title type='text'>Aviso</title><content type='html'>Eu sei, mas quanto mais escasso o tempo, menos posso fazer pra atualizar. Depois acho que vai ter sessiones de descarrego de fotos e comentários aleatórios, podem deixar. Partindo em 1h pro último destino, a tal da Leningrado, deixo vocês com as tais 3 mil palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RrSz6DD65cI/AAAAAAAAAQk/QCySwO1drBI/s1600-h/Tallinn.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094894888298407362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RrSz6DD65cI/AAAAAAAAAQk/QCySwO1drBI/s400/Tallinn.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RrSz6DD65dI/AAAAAAAAAQs/3kKJH49JkPg/s1600-h/StBasil.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094894888298407378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RrSz6DD65dI/AAAAAAAAAQs/3kKJH49JkPg/s400/StBasil.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RrSz6TD65eI/AAAAAAAAAQ0/XSr38JGnMWU/s1600-h/McDonald"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094894892593374690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RrSz6TD65eI/AAAAAAAAAQ0/XSr38JGnMWU/s400/McDonald%27s.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-6553904070464702797?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/6553904070464702797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=6553904070464702797&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/6553904070464702797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/6553904070464702797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/08/aviso.html' title='Aviso'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RrSz6DD65cI/AAAAAAAAAQk/QCySwO1drBI/s72-c/Tallinn.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-7295990859879877188</id><published>2007-08-01T04:13:00.000-03:00</published><updated>2007-08-01T04:27:08.008-03:00</updated><title type='text'>Letônia</title><content type='html'>Bom, eu precisava estar em Moscou dia 9, e como de Istanbul até lá são mais de 1.000 Km, achei prudente reservar há um tempo meu vôo na Air Baltic - de forma que localizaç&lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ão  atual: Riga, Letônia (ou Latvia, como em inglês e em letão). Destino improvável, o que me dá a vantagem de ser celebridade brasileira, como no interior da Turquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belo paisinho por aqui, nada de camadas geol&lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;ógicas de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;hist&lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;ória, que entre Chaves, Portugal, e Efes, Turquia, estava que se eu visse uma ponte romana em S&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ão Petersburgo ia acabar me jogando dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em tempo, ante que os novos sábios powered by google intervenham: n&lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ão ia ter ponte romana em S&lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ão Petersburgo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vale por aqui é a hist&lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;ória recente, mesmo, essa que n&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ão fica t&lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ão legal como fundo de foto, embora claro que turistas  n&lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ão costumem ter esses pudores e qualquer instrumento de tortura &lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; esteja valendo, depois de um certo tempo. Ou seja, hoje é museu da ocupaç&lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ão   de Riga e bora pra outra cidade, também felizmente fora do circuito mochileiro. Talinn.  &lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="q" id="q_1141f5ac790b2bd8_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-7295990859879877188?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/7295990859879877188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=7295990859879877188&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7295990859879877188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7295990859879877188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/08/letnia.html' title='Letônia'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-205007066043665676</id><published>2007-07-30T14:13:00.000-03:00</published><updated>2007-07-30T14:59:15.022-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tentando responder pro pessoal aí de baixo, os últimos dois dias foram assim:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saí da cosmopolita e européia-wannabe Istambul (concorre com Gradada pra ser capital cultural do continente em 2010, o que diz algumas coisas sobre o que ocorre por aqui) pra sondar impérios antigos na costa asiática dormindo nos autobuses. Esse primeiro objetivo foi só parcialmente cumprido, porque aqui o conceito de busão noturno inclui músicas pop turcas, luzes acesas e, quando menos se espera, um mp3 giganteco com piadas em turco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De forma que cheguei pregado  a Çanakkale, tomei qualquer coisa com cafeína, rodei a cidade e entrei no primeiro grupo de turistas pra Truva (Tróia), como está aí embaixo. Depois de ouvir a guia falar umas muitas bobagens e passar reto em várias partes, decidi que não ia cometer o mesmo erro no próximo império. Então voltando de Tróia já embarquei pra tal Izmir, onde não só tinha a Elif, do meu Master, como podia ser que encontrasse a Jéssica. Acabou que nem uma nem outra, e meu companheiro foi o Maarten, de Utrecht (terceira pessoa de Utrecht na viagem, deve ser uma São Paulo), Holanda. Saímos pra procurar albergue e descobrimos um negócio no fim interessante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cultura backpacker, gente jovem reunida rodando o mundo, na verdade é 100% européia. Botou o pé noutro continente (escolhe aí qual), esquece. Os guias falam que é perigoso pra mulher, as minas não chegam pra cá, os caras tampouco, e quando menos espera você não só é o único turista no busão como é a única pessoa a falar alguma língua ocidental. Ou seja, muito Brasil, Roberto Carlos, Texecur Edêrim, Lütven e mímica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo mesmo motivo, acomodação barata na Europa é albergue com a galerinha legal, where are you from, cool, it's sooo nice; acomodação barata noutras plagas é ficar com o povo do lugar mesmo e provavelmente num labirinto de gente, robes coloridos, burcas e narguilês, uma experiência que só melhora quando você perde seus óculos de noite em algum lugar no Estreito de Dardanelos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acordamos e eu e o Maarten fomos explorar Izmir, que é assim assim feito o Rio de Janeiro em 2020, quando a água tiver tapado Ipanema e tiver um grande muro com um porto no lugar. Com direito a pracinha romana e tal, mas na falta da Elif e com a Jéssica indo pruma praia qualquer, eu queria mesmo era ver a tal Efes. Peguei o autobus do meio dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assustadora a cidade. Sempre que você achava que eles meio chutam como viviam os romanos, assim como você achava e de vez em quando ainda acha que eles chutam várias coisas sobre o que os escritores escrevem e nem a pau que eles pensaram naquilo tudo (como se escrever um livro fosse coisa assim, feito escrever um blog, que as palavras vão entrando sem a gente se importar e escapam coisas obscuras demais), bem se você tem alguma dúvida precisa ver isso. Não são umas ruinazinhas de ágora como tem por aí, é tipo assim uma cidade inteira, rua principal, rua secundária, estádio grande pro povão, estádio pequeno pros políticos fazerem escaramuça, a fachada de uma biblioteca intacta, várias estátuas e casas incluindo propriedade horizontal, pichação mandando mijar noutro lugar, enfim, só faltou um tio de toga tomando vinho com mel e falando latim (acho que isso só em Pompéia).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(outro comentário: aqui, como na Bulgária, tem muito pouca guarda nos lugares turísticos. Se isso é ideal pra quem quer olhar as coisas direito, por exemplo ir em todos aqueles lugares onde não deixam a gente ir só porque tem risco de morte e fazem uma passarela isolando você-turista e o lugar-monumento, por um outro lado existe muita gente idiota no mundo, por exemplo montando numa estátua de 3 mil anos pra tirar foto ou escrevendo o nome na coluna com uma pedra - e, na falta de lei marcial pra essa gente, não sobra muito o que fazer, acho que esse é o dilema do mundo)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(segundo: a principal diferença por assim dizer oriental na Turquia é a falta da bolha, quer dizer, aquela coisa européia do espaço vital; todo mundo invade o onde-começa-o-direito-do-outro o tempo todo, comerciantes e etc., mas também no tratamento geral, falta a tal polidez inglesa. No Brasil não sei dizer, a bolha existe nos clubs dos jardins, já na rodoviária sei não.)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(terceiro: uma boa forma de evitar os turistas fazerem gracinhas com os guardas-estátua: ponha uma metralhadora na mão de cada um; não precisa nem estar carregada)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De Ephesus, saí correndo pra mergulhar no Egeu pelo menos uma vez, salgar a bunda como fala o Rafa, e dei sorte de encontrar um casal legal pra me dar carona senão tinha perdido o busão da volta. Mas como diz o Danilo, meu anjo é forte e isso apesar de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fotos depois, que tem fila aqui. Mapa só no fim da viagem, ora, se nem eu sei! E se eu falar pra onde vou agora vocês não vão acreditar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-205007066043665676?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/205007066043665676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=205007066043665676&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/205007066043665676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/205007066043665676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/07/tentando-responder-pro-pessoal-de-baixo.html' title=''/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-2759086428414632489</id><published>2007-07-28T06:05:00.001-03:00</published><updated>2007-07-28T06:10:59.693-03:00</updated><title type='text'>Ílion de altas muralhas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqsHBzD65aI/AAAAAAAAAQU/IPYYLeuFWYU/s1600-h/Cavalo.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092171531140392354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqsHBzD65aI/AAAAAAAAAQU/IPYYLeuFWYU/s400/Cavalo.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O novo Cavalo de Tróia, agora feito para os turistas&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqsHCDD65bI/AAAAAAAAAQc/VnO3LuHNtoE/s1600-h/Troia.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092171535435359666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqsHCDD65bI/AAAAAAAAAQc/VnO3LuHNtoE/s400/Troia.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Eu e as muralhas, não as de Tróia VI mas umas bem melhores.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-2759086428414632489?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/2759086428414632489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=2759086428414632489&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/2759086428414632489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/2759086428414632489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/07/lion-de-altas-muralhas.html' title='Ílion de altas muralhas'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqsHBzD65aI/AAAAAAAAAQU/IPYYLeuFWYU/s72-c/Cavalo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-7696941571212498144</id><published>2007-07-27T17:57:00.000-03:00</published><updated>2007-07-27T18:03:11.350-03:00</updated><title type='text'>Capítulos</title><content type='html'>Ah, sim, importante. Eu podia, como dizia o Rafa, ficar panguando por aqui por Istambul até voar barato pra Riga no dia 31, mas resolvi ousar um pouco, até pra padrones mochileiros: vou tentar dormir 3 noites nos autobuses da Turquia, que ainda no conozco. Daqui pra uma cidade com nome estranhíssimo de onde se parte pra ver as ruínas onde o Brad Pitt esteve pra filmar Troy, e depois pra Izmir, de onde se pode ir pras ruínas da romaníssima Ephesus (no sé nem o nome em Turco), e de volta pra cá no nitbus do dia 29/30. Se eu estiver de volta, aviso ustedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - Metade das frescuras acima é porque acento neste teclado é complicado, e lembro solamente do a, e e i agudos. Ok?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-7696941571212498144?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/7696941571212498144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=7696941571212498144&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7696941571212498144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7696941571212498144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/07/captulos.html' title='Capítulos'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-951934593437389591</id><published>2007-07-27T17:32:00.000-03:00</published><updated>2007-07-27T17:56:33.828-03:00</updated><title type='text'>No oriente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqpalTD65WI/AAAAAAAAAP0/ztqTzQlSsgg/s1600-h/Istam.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqpalTD65WI/AAAAAAAAAP0/ztqTzQlSsgg/s320/Istam.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091981925514143074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Enquanto aviones caem, ministros sobem e preparam a FLAP do Rio por aí, por aqui várias coisas interessantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(i) primeiro, depois que o Roberto Carlos resolveu jogar na Turquia, qualquer um com uma camisa do Brasil é rei aqui;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqpalTD65XI/AAAAAAAAAP8/iEIUrNP2pz8/s1600-h/Argu%C4%B1le.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqpalTD65XI/AAAAAAAAAP8/iEIUrNP2pz8/s320/Argu%C4%B1le.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091981925514143090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(ii) depois, eu que tava até me questionando sobre meu francês e com idéias de encontrar minha futura companheira de Master Elif, que mora em Izmir, acabei me deparando com dois mochileiros franceses, que chamaremos caricaturalmente de Marc e Valentin, e viramos companheiros de viagem temporários, com planos de encontrar um deles em Paris, o Val, em breve; e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqpalDD65VI/AAAAAAAAAPs/W6SezuG3asE/s1600-h/Jes.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqpalDD65VI/AAAAAAAAAPs/W6SezuG3asE/s320/Jes.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091981921219175762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(iii) essa cidade é alucinante. Encontrei até a Jéssica, primeira amiga de viagem, lá do Porto, na rodoviária, assim como quem não quer nada; depois reclamam da falta de unidade. Descobri inclusive com um americano que viaja o mundo há dois anos que é possível encontrar um cara em Bangladesh e, um ano depois, no meio do Panamá. Também me perguntou se há alguma conspiração nossa em curso já que todos os viajantes brasileiros parecem ser de São Paulo. Como sempre, não é conspiração, não, é apenas o ruído desagradável das engrenagens do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqpbvjD65ZI/AAAAAAAAAQM/MLCOGCMI7yg/s1600-h/noche.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqpbvjD65ZI/AAAAAAAAAQM/MLCOGCMI7yg/s400/noche.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091983201119430034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - O Grande Continente ainda é uma promessa malfeita. Aqui, atravessando a Grande Ponte, se chega de novo na Europa. Pra pensar. Ou não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-951934593437389591?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/951934593437389591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=951934593437389591&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/951934593437389591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/951934593437389591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/07/no-oriente.html' title='No oriente'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RqpalTD65WI/AAAAAAAAAP0/ztqTzQlSsgg/s72-c/Istam.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-7544880606138764107</id><published>2007-07-25T13:27:00.000-03:00</published><updated>2007-07-25T13:39:24.428-03:00</updated><title type='text'>Esperam os Bárbaros</title><content type='html'>Atualização rápida, antes que eu decida mudar de continente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Viena além das preciosas dicas da Carol Marossi, minha guia foi a eslovaca Zuzana, que conhecemos em/na Bratislava e que estuda psicologia na capital habsburga. Rodamos a cidade com o Donau e a Stadtoper e as pessoas fantasiadas de século XVIII oferecendo cultura na forma de concertos de Mozart, Haydn ou Strauss. Não caímos nessa e de caro mesmo nessa cidade fiquei foi com a torta Sacher indicada pela Carol no Hotel Sacher. A Zuzana disse que dessa torta a única coisa que ela sabia era que era doce demais. Muito boa, mas bingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Viena um rasante pra Sofia, Bulgária, que me impressionou pela falta de coisas, depois que tive umas várias indicações de a cidade ser maravilhosa e etc. Tem realmente uns prédios que valem a pena ver, se você estiver por acaso numa conferência na cidade e tal. Agora, perto de outros lugares por aqui, sei não. Aqui de onde escrevo, Veliko Tarnovo, vale bem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora preciso pegar meu carimbo de saída da UE e passar pro perigoso mundo dos países que tememos porque não conhecemos direito. Até lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-7544880606138764107?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/7544880606138764107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=7544880606138764107&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7544880606138764107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7544880606138764107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/07/espera-dos-brbaros.html' title='Esperam os Bárbaros'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-1830073693059631417</id><published>2007-07-21T10:24:00.000-03:00</published><updated>2007-07-21T10:32:36.276-03:00</updated><title type='text'>Primeira conversa em alemão</title><content type='html'>(que esqueci de contar, foi há uma semana mais ou menos na Bahnhof de Düsseldorf, enquanto fugia do ocidente da Haia pro Leste, Praga, cruzando a Alemanha no processo; estou em Viena e tendo várias experiencias semelhantes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - Verzeigung, kennen Sie mir helfen? Ich möchte nach Praha fahren.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alemão - (alemão, alemão,...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - Wo müß ich gehen?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alemão - (aponta para a placa parede e alemão, alemão, alemão...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - Aber wo is Praha hier?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alemão - (alemão, alemão) Siebzehn, (alemão, alemão, alemão, aponta) nexter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - (olho para a plataforma 17, pra onde ele está apontando) Vielen Danke.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-1830073693059631417?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/1830073693059631417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=1830073693059631417&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/1830073693059631417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/1830073693059631417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/07/primeira-conversa-em-alemo.html' title='Primeira conversa em alemão'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-8177411210313482164</id><published>2007-07-21T01:15:00.000-03:00</published><updated>2007-07-21T02:20:50.172-03:00</updated><title type='text'>Estar em dois</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A viagem aqui n&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ão ficou t&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ão parada como dou a impress&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;ão&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; pelo sil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;ê&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ncio, e a maior mudan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;a como eu ia dizendo foi ter percorrido este lado da cortina com o Rafael Milaré, ou seja, num mochil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ão mais comum e em terras menos estrangeiras do que a Babel européia vinha me retirando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. N&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; é que faltem conversas pra comentar, como a de ontem com um belga flamengo, impressionado como nosotros com a falta da &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;t&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; alardeada &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;pobreza na regi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; - a crer na propaganda destruida menos por uma guerra e mais pelos 45 anos da pior arquitetura (omitimos o que a liberdade de construir fez com o progresso de S&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Paulo). Mas agora tudo mudou, porque alem de educac&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, saúde e infra-estrutura, aqui se consegue ate Coca-Cola Zero e Beyoncé, enquanto nosso sonho de percorrer a estrada certa no sentido inverso deu menos certo do que o vendedor anunciava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que parou nesta página foi porque aquelas horas passadas fazendo manutenc&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; acabam ocupadas por conversas outras e talvez até mais sinceras do que aquilo que se escreve pra um público tao sinuoso e com tantas amarras pregadas quanto voc&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;ê&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;s&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; involuntariamente já que, como eu ia dizendo pra uma amiga outro dia, o primeiro que superar o Ego nao vai se dar ao trabalho de nos escrever do além, ou seja, permanecemos assustadoramente sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o Milaré por aqui ent&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;a viagem adquiriu uma cara mais digamos sal-sol-sul, e na nossa bolha de mergulhos no Adriático so somos interrompidos pelos ventos esparsos que insistem em nos atingir desde Congonhas ou Brasília - que por nós a Copa América era tudo que saberíamos de nossas palmeiras por esses nossos dias. De resto, apenas fotografar os arcos do triunfo esquecidos de Brecht.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso pra dizer que hoje partimos caminhos, como eles dizem por lá, e eu ainda devo pra voc&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;ê&lt;/span&gt;s umas fotos nossas entre os leste-europeus, posto quando puder. Pra esquentar digo que o caminho foi, Atlas na m&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, Praga-Cracóvia-Bratislava-Budapeste-Pula-Ljubljana, e agora sigo pra Viena de onde me atiro em dire&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ao Leste hardcore, onde meu Führer (e vejam  que os alem&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;es sempre t&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;ê&lt;/span&gt;m algo a nos ensinar, Audioführer é uma palavra que atinge o ponto e vira o tabuleiro d&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;o checklist de museus e igrejas&lt;/span&gt;) diz pra tomar mais cuidado, com o bandido como com a policia. Mas minha m&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;e vai ficar aliviada se der uma olhada no que eles recomendam em S&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;o Paulo (ter o dinheiro do ladr&lt;span class="q" id="q_113e5b7e462b9635_1"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:tahoma,sans-serif;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;o, como meu pai sempre me ensinou), o que nos deixa seguros quanto a Bulgária, Turquia e Rússia. Cirílico faltei nas aulas de Dan Rolim e ainda vou ter que dominar, mas o Dóbri Den é universal por aqui, e só com ele e com o passaporte verde já vamos nos entendendo. Como disse o ingl&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;ês wittingly resumindo tudo, it's a nice place to come from.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-8177411210313482164?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/8177411210313482164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=8177411210313482164&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/8177411210313482164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/8177411210313482164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/07/estar-em-dois.html' title='Estar em dois'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-3694040809333701638</id><published>2007-07-14T22:38:00.000-03:00</published><updated>2007-07-14T23:26:40.841-03:00</updated><title type='text'>Por trás das cortinas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Atravessei finalmente a tal da barreira psicológica que separa Leste e Oeste ainda agora. Corri da Haia pra Praga, onde estive dois dias, e Cracóvia por mais dois. Localização atual: Bratislava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui persistem os castelos e templos, com a importante diferença de que tenho um companheiro mais permanente, por um tempo, o Rafael Milaré, que voa de Ljubljana de volta pra Londres no dia 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o Leste tem além do Oeste é a perigosa sensação de que ainda podem acontecer coisas no mundo. Meu guia, verdíssimo quando fala de créditos de carbono e enterro de dejetos humanos, sabe diferenciar bem uma fantástica parte medieval preservada de uma triste parte comunista que ninguém teve pulso pra demolir. A gente gosta de história, mas muito bem diagramada, como diria aquele filho do Mário Prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os highlights então são, em Praga, o Museu do Comunismo, e, ao lado da Cracóvia, Auschwitz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Museu do Comunismo é uma instituição privada, possuída ao lado do McDonald's de Praga e no mesmo prédio de um cassino, por um empresário americano desinteressado. O símbolo é uma bonequinha russa com dentes de monstro, e os textos e objetos tratam basicamente dos horrores da imposição do modo comunista de vida ao anteriormente feliz povo do Leste da Europa. Quando visitar os impositores do Norte, posso falar mais. Pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auschwitz, agora uma cidade dona de um nome em Polonês que quem quiser acha, é na parte que todos visitamos um enorme museu, do Estado polonês, sobre os horrores da imposição dos trabalhos forçados aos prisioneiros da Europa toda, coroada pela idéia de extermínio da raça judia (expressão conforme decisão do STF). Tudo bem o museu e os guias não pararem um segundo pra discutir a ideologia - muitas feridas abertas, e vai saber que tipo de gente ainda tem no mundo - mas vamos tentar distorcer um pouco os fatos a ver se assim enxergamos melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias das cidades da Espanha e de Portugal, assim como Praga, têm um bairro judeu, isto é, histórico, do século XIII ou XVI ou XIX. Não é que eles quisessem muito viver juntos e amuralhados. O confinamento e a expulsão aconteceu várias vezes em vários países da Europa. Como mostrou o Al Pacino, na bela Florença e na bela Veneza a vida deles também não era uma maravilha. A novidade de Auschwitz não está no ódio, nem na crueldade dos guardas (que aparentemente não pertenciam à nossa espécie, mas eram um tipo de gente que nasceu malvada), nem na existência de trabalhos forçados (que queremos implementar nas nossas penitenciárias) para fazer girar uma economia de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novidade de Auschwitz - é preciso dizer - é a linha de produção, a sociedade industrial. A aplicação das novas técnicas e da mais moderna tecnologia permitiu realizar, com muito mais eficiência, um trabalho no qual os governos de vários países europeus se empenharam por alguns séculos. Os escravos da raça negra (expressão pendendo decisão do STF) no nosso Império dos Trópicos tinham uma prerrogativa simples, que era a impossibilidade de a cana crescer mais rápido. Por outro lado, a Primeira Globalização dotou a Europa de uma fantástica rede de estradas de ferro, através da qual foi possível transportar para um pedacinho do Reich alguns milhões de pessoas em tempo recorde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A união de uma tendência histórica com as novas técnicas, tradição e modernidade, permitiram o horror na escala Auschwitziana. Não sei quanto é absurdo dizer que os horrores do comunismo são simplesmente o outro lado da moeda da implementação da sociedade industrial em economias anteriormente agrárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que não lembro de Londres ter um Museu das Fábricas da Primeira Revolução Industrial. E que os pavilhões do Carandiru foram removidos para dar lugar ao bonito Parque da Juventude, uma conquista do povo paulista.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-3694040809333701638?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/3694040809333701638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=3694040809333701638&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/3694040809333701638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/3694040809333701638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/07/por-trs-das-cortinas.html' title='Por trás das cortinas'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-5622326488812112509</id><published>2007-07-13T04:24:00.000-03:00</published><updated>2007-07-13T04:30:45.429-03:00</updated><title type='text'>Pra quem sente falta de poesia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;LITOGRAVURA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mão de estátua&lt;br /&gt;Templo. Coluna. Arco do triunfo.&lt;br /&gt;Mil duzentos e cinqüenta.&lt;br /&gt;Qualquer pedra na Europa&lt;br /&gt;é supeita de ser mais do que aparenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizes as pedras da minha terra&lt;br /&gt;que nunca foram senão pedras.&lt;br /&gt;Pedras,&lt;br /&gt;a lua esfria&lt;br /&gt;e o sol esquenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(lmnsk, não conferido)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-5622326488812112509?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/5622326488812112509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=5622326488812112509&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/5622326488812112509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/5622326488812112509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/07/pra-quem-sente-falta-de-poesia.html' title='Pra quem sente falta de poesia'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-4552173534892954796</id><published>2007-07-10T06:44:00.000-03:00</published><updated>2007-07-10T07:11:04.834-03:00</updated><title type='text'>Holanda</title><content type='html'>Passei na Holanda, que não estava no catálogo. Comentários rápidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Nem sei sobre a coisa dos coffee shops. Depois de uns quatro dias, a gente até fica feliz que no nosso país não é liberado. Fica sendo assim uma coisa turística, uns dias meio apagados andando entre um e outro bares da fumaça, que as pessoas fazem por medo que acabe. Um pouco como aproveitar o último ano da faculdade. Mas a maior sacada é uma lei que impede de vender álcool, maconha e cogumelos no mesmo estabelecimento: uma droga em cada lugar. Claro que sempre vai ter um que vai fazer uma besteira, mas desse jeito fica bem mais difícil responsabilizar o estabelecimento. O indivíduo, agindo no seu livre-arbítrio, escolheu se intoxicar com várias substâncias diferentes. Meu cliente só vende uma delas, e as pesquisas científicas comprovam que não há nexo de causalidade entre ela e o dano sofrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) Bairros da Luz Vermelha. Como os coffee shops, tem por toda a Holanda, não só em Amsterdã. Na Haia tinha um pequeno, no caminho entre meu albergue e o Centro. Dez da manhã, frio e as mulheres chegando, cumprimentando o cara da quitanda, trocando de roupa e iniciando pontualmente a jornada de trabalho. Cinco da tarde, volta pro albergue, e a loira de lingerie ainda lá, piscando recepcionista pros caras na rua e olhando furtiva pro relógio que marca o tempo de cada cliente como marca a hora dela, torcendo pra dar 6 horas logo e ir pra casa assistir Friends.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) Palácio da Paz, Corte Internacional de Justiça e Academia da Haia. Fantástico, o Judiciário do Brasil tinha muito o que aprender com eles. Uns 30% da mão-de-obra, incluindo quase toda a parte técnico-jurídica, é voluntária, ou seja, não ganha nem um centavo e trabalha lá de dois meses a um ano. Privilégio de poucos, processo seletivo dificílimo. Vamos ver daqui a um ou dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4) Resolvi vir pra o Leste de uma vez. No momento, Praga. Amanhã, Cracóvia. Acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(5) Isso não é verão. Onze da manhã e eu lavando roupa com dois casacos. Comprados aqui, que pra mim julho era julho mesmo no norte. Não é não, e meus novos amigos suecos dizem que assim já tá ótimo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-4552173534892954796?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/4552173534892954796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=4552173534892954796&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4552173534892954796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4552173534892954796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/07/holanda.html' title='Holanda'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-6286118972989588116</id><published>2007-07-06T12:50:00.000-03:00</published><updated>2007-07-06T13:59:16.166-03:00</updated><title type='text'>Finalmente Andaluzia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos mochileiros brasileiros, que tem que percorrer toda a Europa em umas poucas semanas, faz a Espanha só com 3 dias em Madri mais 3 em Barcelona. Legal, vai. Talvez seja um desses erros que, como o Guggengheim Bilbao, cada um tem que cometer por si. Mas eu desde que estive nesse país quase todo venho dizendo, O que pega é a Andaluzia! Retomando o que já falei umas vezes, aqui é onde está a Espanha espanhola, mesmo, um pouco como na Bahia e no Rio é onde está o Brasil brasileiro - e os paulistas podemos ficar cantando marchinha de carnaval a vida inteira sem conseguir sensibilizar um gringo que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre Sevilha já dei uma idéia, mas chegar a Córdoba trouxe de volta a impressão andaluza, numa tonalidade diferente o suficiente pra manter o maravilhamento. Enquanto Sevilha tem a Catedral e La Giralda, Córdoba tem uma Mesquita inteira e um Alcázar dos Reis Católicos. Se ao redor da Catedral sevilhana se aglomeram casas todas coloridas e com azulejos trabalhados, Córdoba é perfeitamente branca, como vários dos pueblozinhos que se vêem percorrendo o país por terra. O antigo bairro judeu permanece um labirinto de casas caiadas e ruas estreitas, e chegar lá pela manhã é encontrar os espanhóis limpando suas fachadas e varrendo suas ruas, com o privilégio de encontrar uma mesquita quase sem turistas onde ainda se reza uma missa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(por sinal, algo de meio esquizofrênico. Assim: depois da Reconquista, a Mesquita foi entregue pra Santa Igreja, que destruiu o meio do templo e construiu uma catedral católica *dentro* da Mesquita. Essa catedral, por sua vez, ainda abriga os cultos católicos, tem bispo e tudo. Ocorre que milhões de turistas se apertam lá todos os anos não, óbvio, pra ver uma catedral bizarra e meia-boca, mas pra ver a maravilha da floresta de colunas e arcos da Mesquita. O resultado é que eles te cobram dez euros (menos entre as 8h30 e as 10h00, rá) pra ver a maravilha da criação muçulmana, mas recebem um panfleto sobre 'A Catedral de Córdoba' e que fica justificando o chegar primeiro dos cristãos na catedral lembrando de um passado visigótico, do século VI, quando provavelmente tinha três pedras no local, e não uma maravilha do mundo que eles detonaram pra fazer o seu templozinho. Claro que o segundo gume dessa argumentação, ou seja, de que uma vez que a questão da propriedade pode ser discutida com base na propriedade histórica, os muçulmanos poderiam fazer suas próprias contas sobre o assunto, é ignorado.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Alcázar parece ser uma coisa assim assim quando você entra, porque o que tem de melhor são uns mosaicos romanos que nem lá estavam, mas que foram encontrador perto e colocados ali como num museu meio fora de lugar. Mas conforme os jardins vão se sucedendo e ficando mais e mais pirotécnicos, não tem como não admirar a obra dos Reis Católicos e do Carlos Quinto. Ouço até o TVI fazendo o comentário de que mais 50 anos de monarquia e o Brasil com certeza tinha um desses. Com mais 50 de escravidão, pode até ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Córdoba exagera um pouco seu passado tolerante, mas a propaganda pra ser capital cultural da europa, com seus sabidos medievais judeus e árabes, segue forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Sevilha e Córdoba, Granada é, hm, legal. Fiz o circuito, visitei a Alhambra duas vezes, de dia e de noite, e sim, tem umas coisas bacanas, o teto do Palacio Nazari é esplendoroso e tem jardins e tal, mas não chega a impressionar, avassalar como nas outras duas cidades. Mais legal que isso é que Granada é uma cidade ainda viva, com o bairro antigo funcionando e com ladrões que o guia manda tomar cuidado e uma mesquita construída pros novos habitantes maometanos (aliás, medo: em Portugal, vi um cara desses carecas gordos de barba-ruiva com uma camiseta, Reconquista - Fizemos uma vez, Faremos de novo; e ele atendia sorridente num posto de informações pra turistas, mostrando que a Europa tem mesmo essa coisa de tolerante mesmo que nosotros latinos acabamos não entendendo direito). Enfim, essa de a Alhambra ser maravilha do mundo só vale se estiverem faltando maravilhas, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa pra reflexão sobre a eleição, por voto por telefone e internet, de 7 novas maravilhas do mundo, &lt;a href="http://www.new7wonders.com/"&gt;http://www.new7wonders.com/&lt;/a&gt;, your chance to take a part in the making of history. Gostaria de lembrar um episódio injustamente esquecido da história recente do Brasil, no qual a Rede Globo de Televisão inventou de fazer uma eleição popular para a mulher mais bela não do ano, nem da década, tampouco de um setor específico como as telenovelas da Rede Globo que estivessem sendo transmitidas na época da votação. Foi um concurso para a mulher mais bela do século, de 1901 a 2000. Vencedora: Maria Fernanda Candido, que se encontrava fazendo a Paola de Terra Nostra no momento em que a pesquisa foi conduzida.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei indo num segundo flamenco, que eu realmente precisava, e usando a cidade pra conhecer australianos, holandeses e o mexicano Pedro, que me acompanhou no maravilhoso mundo de los toros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - Fotos quando tiver um lugar que me deixe usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.P.S. - Está ficando progressivamente mais difícil escrever com acentos e tal, conforme vou pro Leste. Quero ver Turquia e o teclado russo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-6286118972989588116?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/6286118972989588116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=6286118972989588116&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/6286118972989588116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/6286118972989588116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/07/finalmente-andaluzia.html' title='Finalmente Andaluzia'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-1324372218103023731</id><published>2007-07-03T06:50:00.000-03:00</published><updated>2007-07-03T07:39:49.415-03:00</updated><title type='text'>Toros!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vamos encerrar pra poder falar da Andaluzia e partir pra Parte 2 - Leste da viagem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro preciso dizer que não é que eles simplesmente provocam e matam um touro na frente de uma platéia vibrando. Eles provocam e matam *seis* touros, um atrás do outro. Fiz uns vídeos que posto assim que descobrir como fazer isso, mas não é nada tranqüilo: o touro entra já com uma bandeirinha no cupim, e disso são três seções: na primeira, um monte de subalternos (o nome é esse) fica provocando o bicho e pulando pra fora da arena quando ele chega perto, todos com muletas (a capa do toureiro) rosas, e o objetivo é cansar um pouco o bicho. Junto com isso tem uns caras a cavalo com umas lanças, e os cavalos usam armadura e ficam vendados pra não verem o touro e fugirem; o touro, vendo alvos grandes, vai seco e não só crava os chifres na armadura como tem o cupim perfurado bem fundo pela lança do cavaleiro; com isso ele perde força e não tem tanta facilidade pra investir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na segunda etapa, três caras sem a capa correm em direção ao touro e enfiam umas bandeirinhas nas costas dele, bandeirinhas estas que segundo meus tutores no assunto não têm função prática, só estética.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fim, aparece o matador, toureiro com uma muleta (capa) vermelha e espada de madeira, e ele faz aquela parte mais famosa, que é ficar driblando o touro, já bem cansado e com os músculos de tração bem danificados, até o touro cansar e estar quase incapaz de continuar investindo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fim do terceiro ato, o matador troca a espada de madeira por uma de metal, faz mais uns floreios e enfia um metro de aço pelo cupim do touro, com o objetivo de chegar no coração. Se o bicho não morre de primeira, ele tenta outra vez, mas é quase impossível ganhar qualquer prêmio se isso acontece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas tem mais: primeiro, é um touro, então mesmo acertado em cheio ele demora uns vários minutos pra morrer, com os subalternos e suas capas rosas voltando pra fazer firula até ele cair. Depois, é bem comum que o bicho precise de mais de uma estocada, e aí a platéia reclama, vaia e etc., e começam a tocar umas cornetas de aviso pro matador. Por último, se o touro estiver resistindo, o matador troca de espada e pega uma outra, a qual ele enfia na nuca do touro algumas vezes (se chama descabelar) até atingir uma parte do cérebro importante o suficiente pro bicho cair na hora. Pra garantir, vem um cara com uma faquinha, coloca no mesmo lugar e dá aquela chacoalhada. Mesmo já no chão, o touro treme todo nessa hora. O matador agradece a platéia e três mulas aparecem pra arrastar o corpo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seis vezes. Uma atrás da outra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do meu lado, o Pedro, um mexicano que encontrei em Granada e que ia pra Madrid. Como estava barato (€6,50, num lugar que pode chegar a custar €100), porque era novilhada - com touros e toureiros mais jovens -, tinha comprado 2 ingressos acreditando que ia achar alguém mesmo pra ir junto. Não só achei um cara como achei um cara que vai em tourada como se vai em jogo de futebol, me explicou bem como funciona isso aí em cima e muito mais. O Danilo já tinha me dado uma introdução, e nos jornais diários da Espanha tem todo dia uma seção Toros dentro de Deportes, a qual acompanhei um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além do Pedro, uns espanhóis que me entregaram um papel branco pra agitar se o espetáculo estivesse muito bom, o que acabou não acontecendo, e um grupo de americanos &lt;em&gt;que não calou a boca um segundo&lt;/em&gt;. Incluindo estarem enfiando uma faca no cérebro de um ser vivo e eles estarem contando pro amigo sobre um bar legal que tem no Arkansas ou da calça que comprou semana passada. Eu (de todas as pessoas) tive que pedir silêncio e respeito, e que ouvir que não, que eles não podiam respeitar a morte por uns minutos. Cidadania européia faz falta às vezes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que não tem nenhuma justificativa, dentro dos princípios professados pelo mundo liberal contemporâneo, pra existir uma coisa como a tourada. É causar sistematicamente um sofrimento totalmente desnecessário a um bicho que sente dor, em favor do entretenimento de uns tantos outros bichos e do sustento da vida de uns outros. Se algum significado ritual já existiu, perdeu-se no tempo, e nunca teria sentido pra nosotros turistas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma saída fantástica é a legitimação pela existência. Ou seja, se uma coisa existe é porque é boa, ou pelo menos é melhor do que as coisas que não existem mais, toda essa velharia que deu lugar ao fantástico mundo do hoje. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, exceto se entrarmos no mundo dos argumentos bizarros ('esse touro nem ia estar vivo se não fosse pela tourada', 'ele também tenta matar os homens'), o único jeito é admitirmos que nos consideramos mais importantes que o touro, o suficiente pra o nosso entretenimento valer todo o susto e a confusão e a dor e a morte. E, embora não seja um bicho totalmente indefeso (a cada 5 anos um toureiro dá azar), atualmente as chances estão bem pro lado do homem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, se somos mais importantes que o touro, temos que admitir que de duas uma: ou fomos criados melhores que ele, e portanto é absolutamente natural que nos sirvamos do sofrimento dele pra nos divertir; ou conquistamos nossa superioridade fazendo fogo e aprendendo a plantar e a construir fábricas, metralhadoras e câmeras digitais. Ou já nascemos desiguais ou nos fazemos desiguais, como diria Hanna Arendt.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em qualquer dessas hipóteses, eu perco o direito de reclamar da arrogância dos americanos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-1324372218103023731?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/1324372218103023731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=1324372218103023731&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/1324372218103023731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/1324372218103023731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/07/toros.html' title='Toros!'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-3927428795422847938</id><published>2007-07-02T06:31:00.001-03:00</published><updated>2007-07-02T06:34:20.847-03:00</updated><title type='text'>Introduçäo às touradas</title><content type='html'>Do NYT. Depois comento. Agora preciso ir pra Holanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02/07/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Consumismo excessivo é a marca do novo movimento verde&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Alex Williams&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui uma imagem popular referente à salvação do planeta: deixe o aconchego dos suntuosos lençóis de fibra de cânhamo na sua cama, vista uma calça de algodão orgânico da Levi's, de US$ 245 e uma camisa de tricô biodegradável da Armani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saia do seu quarto, movimente-se pela casa eco-McMansion, dotada de painéis solares fotovoltaicos, e dirija-se à cozinha remodelada com madeira reciclada. Entre na garagem para três carros iluminada com lâmpadas fluorescentes que consomem pouca energia e sente-se atrás do volante do seu Lexus híbrido de US$ 104 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirija até o aeroporto, e embarque num vôo de 12,8 mil quilômetros -- tomando o cuidado de comprar direitos para o consumo de carbono -- e passe uma semana jogando bolas de golfe feitas com comida de peixe compactada em um eco-resort nas Ilhas Maldivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa imagem de uma vida eco-sensível baseada em uma série de escolhas a respeito do que comprar atrai milhões de consumidores e sem dúvida define o atual movimento ambiental como preocupado ao mesmo tempo com o destino da Terra e com uma vida de estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolha ecológica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo um relatório divulgado recentemente, cerca de 35 milhões de norte-americanos compram regularmente produtos comercializados como ecológicos. A diversidade desses produtos é muito grande, abrangendo desde os batons de cera de abelhas orgânica da floresta tropical do oeste de Zâmbia até os automóveis Toyota Prius. Com passos graduais, um número cada vez maior de consumidores procura o que deseja no catálogo de 60 mil produtos disponível no novo programa Opções Ecológicas da Home Depot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais escolhas estão na moda neste momento em que as celebridades preocupadas com o aquecimento global aparecem na capa da 'edição verde' da revista "Vanity Fair", e astros populares como Kelly Clarkson e Lenny Kravitz se preparam para agir em prol do planeta nos concertos da série Live Earth, em 7 de julho, que ocorrerão em diversos locais de todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os consumidores abraçaram o estilo de vida verde, e em grande parte o movimento verde tradicional adotou o consumismo verde. Mas até mesmo neste momento de alta visibilidade e impacto para os ativistas ambientais, uma facção dissidente do movimento passou a criticar aquilo que à vezes chama de "verdes light". Esses críticos questionam a idéia de que possamos reverter o aquecimento global comprando os produtos rotulados de "amigos da Terra", entre os quais estão roupas, carros, casas e férias, quando o efeito cumulativo do nosso consumo continua sendo enorme e perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ser 'eco-sexy'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Existe atualmente uma idéia bastante generalizada segundo a qual tudo o que precisamos fazer para evitar catástrofes em escala planetária é tomar decisões de compra ligeiramente diferentes", critica Alex Steffen, diretor-executivo do Worldchanging.com, um website dedicado às questões relativas à sustentabilidade. A solução genuína, segundo ele e outros críticos, é reduzir significativamente o consumo de bens e recursos. Não basta construir uma casa de férias com madeira reciclada. A maneira real de reduzir as emissões de carbono é ter apenas uma casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprar um carro híbrido não ajudará caso este seja o Lexus mencionado acima, o luxuoso modelo LS 600h L, que faz 9,3 quilômetros por litro na estrada; o Toyota Yaris (US$ 11 mil) faz 17,3 quilômetros por litro nas rodovias com um motor comum a gasolina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se as milhões de pessoas que os ambientalistas conseguiram convencer com sucesso a se preocuparem com o aquecimento global estivessem passando por um momento do tipo "coma bem e à vontade": ao se depararem com uma caixa de biscoitos de chocolates sem gordura, que acabam de maneira deliciosa com qualquer sensação de culpa, esses indivíduos comem o conteúdo inteiro da caixa, evitando a gordura, mas empaturrando-se de calorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão do consumismo verde está chamando atenção para uma divisão no seio do movimento ambiental: "Os ambientalistas da velha guarda baseada na auto-abnegação versus esse grupo que deseja comprar uma espécie de caminho para os céus", diz Chip Giller, fundador do Grist.org, um blog ecológico que alega contar com 800 mil leitores por mês. "Nos últimos dois meses tem aumentado a preocupação do campo tradicional em relação às extravagâncias do novo movimento verde -- do tipo '55 maneiras maravilhosas de ser eco-sexy'", diz Giller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entre os verdes tradicionais, existe o temor de que grande parte da população acredite que exista uma solução fácil para esse problema de dimensões planetárias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tradução: UOL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="v10bb" href="http://www.nytimes.com/" target="_blank"&gt;Visite o site do The New York Times&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-3927428795422847938?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/3927428795422847938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=3927428795422847938&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/3927428795422847938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/3927428795422847938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/07/introduo-s-touradas.html' title='Introduçäo às touradas'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-1389397710268734972</id><published>2007-06-29T06:09:00.001-03:00</published><updated>2007-06-30T09:14:20.831-03:00</updated><title type='text'>Duas capitais ibéricas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Preciso dizer antes que visitamos, eu e o Danilo, Toledo, que em todo lugar é tratada como a jóia da coroa e etc. Meu comentário é que, bem...vá antes de ir a Sevilha, ou, antecipando um pouco as coisas, antes de ir à Andaluzia. Toledo é, realmente, uma das partes mais legais de Madri, mas é isso o que é. Pode ser injusta a comparação, claro; Toledo é uma cidadezinha medieval que não andou se cuidando (o Alcázar, que poderia ser atração principal, está ocupado em se transformar em Museu do Exército) e eu realmente não estive nos castelos. Mas acho que a importância dada à cidade visigótica acaba sendo mais um tributo de uma Espanha cristã ao seu não-muito-deslumbrante passado cristão pra contrabalançar as verdadeiras maravilhas do país, que estão todas na Espanha muçulmana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, Toledo é interessante, uma cidadezinha medieval preservada e tal, vendem espadas e armas medievais na cidade toda. O que me permite fazer um parêntesis que eu esqueci de fazer em A Coruña: nesta última cidade estava rolando uma gigantesca exposição, que está rodando a Espanha e talvez o mundo, fazendo enorme sucesso, de armas e armaduras e materiais, usados no Senhor dos Anéis. O que eu achei curioso, na época, é que, num país onde existem coisas medievais &lt;em&gt;de verdade&lt;/em&gt; pra se ver, junta fila pra ver coisas medievais de mentirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é pior que isso. As lojas de Toledo, cidade famosa pela fabricação de armas medievais, estão abarrotadas, em primeiro plano, de espadas dos heróis da trilogia de cinema, compre a espada do elfo e etc. Em volta disso, um monte de cavaleiros medievais, e aqui e ali um Quijote e um Sancho. Não dá pra entender muito, porque se não fosse pela meio bobagem intrínseca da coisa, até do ponto de vista comercial é um erro: valia muito mais a cidade se encher de bugigangas do cavaleiro da triste figura, e criar uma enorme imagem em cima disso, do que ficar pagando royalties pra um gringo qualquer aí. Mas talvez a chave esteja exatamente aí, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Toledo passamos pra Lisboa, cuja maior jóia é a To&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZG6FqzqlI/AAAAAAAAAPE/gKACn15C9JY/s1600-h/Sintra.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081827193302264402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZG6FqzqlI/AAAAAAAAAPE/gKACn15C9JY/s320/Sintra.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ledo portuguesa: chama-se Sintra, e é uma cidade onde nos séculos XVIII e XIX morou ou tinha uma residência a aristocracia do país, e que hoje se dedica a mostrar os tesouros antes aristocráticos e exclusivos pra quem se disponha a deixar uns euros lá. Tem lá um castelo chamado Castelo dos Mouros, do século X ou XI que é antes da reconquista Portuguesa, mas em volta vários edifícios já modernos e feitos por gente com muito dinheiro e imaginação. O ponto alto pra mim se chama Quinta da Regaleira, uma fazenda onde um sujeito montou no século XIX um parque de diversões pessoal baseado em estudos místicos e e cabalísticos. Recomendo altamente, e se possível vá ainda criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZH7VqzqpI/AAAAAAAAAPk/xrgpeFlHHho/s1600-h/Jeron.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081828314288728722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZH7VqzqpI/AAAAAAAAAPk/xrgpeFlHHho/s320/Jeron.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O outro ponto alto de Lisboa também não está na cidade em si, mas em Belém. Quando eu ia pensando que a arquitetura cristã não ia conseguir chegar perto do que os árabes fizeram, o Mosteiro dos Jerônimos mostrou que existe esperança para a civilização judaico-cristã ocidental. Todo em branco e estilo gótico, chega-se a imaginar os monges caminhando por ali na vida de clausura. Ali estão enterrados, lado a lado, Camões e Vasco da Gama. Hoje, além de aceitar turistas, o lugar funciona como centro de eventos. &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZGRlqzqhI/AAAAAAAAAOk/UfUBDo5qFwM/s1600-h/Cristo.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081826497517562386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZGRlqzqhI/AAAAAAAAAOk/UfUBDo5qFwM/s320/Cristo.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZGRlqzqgI/AAAAAAAAAOc/l5BzOCrRzKA/s1600-h/CristRon.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081826497517562370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZGRlqzqgI/AAAAAAAAAOc/l5BzOCrRzKA/s320/CristRon.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quanto a Lisboa-ela-mesma, é divertido estar com os portugueses, ouvir a língua deles e etc. O melhor foi tomar do garçom uma lição sobre quais pratos levam azeite e quais não. Segundo ele, enquanto às postas de bacalhau é essencial adicionar azeite, o bacalhau à braz já leva azeite, e colocar mais seria estragar o prato. Ele é quem entende, claro.&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZGRVqzqfI/AAAAAAAAAOU/gsbbeTEGS3Y/s1600-h/Azeite.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081826493222595058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZGRVqzqfI/AAAAAAAAAOU/gsbbeTEGS3Y/s320/Azeite.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vale a pena também ir ao Castelo de São Jorge,&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZGR1qzqiI/AAAAAAAAAOs/xr_Cjm3lKpg/s1600-h/Vista.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081826501812529698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZGR1qzqiI/AAAAAAAAAOs/xr_Cjm3lKpg/s320/Vista.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; que é um castelo, enfim, nada de mais, mas oferece umas vistas legais sobre a cidade e tem um aparato chamado Periscópio, segundo os portugueses fruto da mais moderna tecnologia e raríssimo, de onde você pode ter umas vistas legais da cidade.&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZGR1qzqjI/AAAAAAAAAO0/BsboyRUlWUI/s1600-h/Castelo.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081826501812529714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZGR1qzqjI/AAAAAAAAAO0/BsboyRUlWUI/s320/Castelo.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto a Madri, é uma capital, digamos, normal, exceto pelos três museus a menos de um quilômetro um do outro e que podem te manter uma semana entretido. Passei uma tarde no Prado e outra no Reina Sofía, mas ao Prado preciso voltar (passei as primeiras 3h vendo uns 5% do museu até que me dei conta que nem ia conseguir passar pelos outros lugares nesse ritmo), e ainda tem a Fundação Thyssen. A maioria dos turistas está lá é pela noite, mesmo, mas não dei muita sorte quando saí com eles. Acabamos sendo empu&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZG6lqzqmI/AAAAAAAAAPM/sHaMvwWQKc8/s1600-h/Grupo.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081827201892199010" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZG6lqzqmI/AAAAAAAAAPM/sHaMvwWQKc8/s320/Grupo.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;rrados de um bar turístico pra outro, com nomes de bares que poderiam estar em qualquer lugar do mundo ('Mona Lisa'), e que custavam progressivamente mais caro - sendo aquele tipo de lugar que parece o máximo na E! Entertainment Television e nos instantes em que todo mundo finge que está o máximo pra câmera, mas nos quais v&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZHElqzqoI/AAAAAAAAAPc/hkYc5XI51-A/s1600-h/Nat.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081827373690890882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZHElqzqoI/AAAAAAAAAPc/hkYc5XI51-A/s320/Nat.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ocê vê que as pessoas não estão se divertindo tanto assim. Entre um bar e outro, umas fotos de grupo sendo que ninguém nem se conhecia direito. Fiz uns amigos ingleses, pelo menos. No dia seguinte, dei mais sorte indo com umas meninas que tinham morado em Madri pra um lugar chamado Palácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, depois de uma caminhada pelas igrejas e pontos turísticos não-museus (algumas coisas interessantes, nada deslumbrante), ia almoçar com um primo, o Mário Vidigal, que mora em Madri há entre 5 e 10 anos, e o que seria um almoço rápido acabou anulando a tarde. Conforme ele ia contando a história de vida, eu ia ficando com aquela sensação mesma de quando a avó do Danilo, em Barcelona, começou a contar sobre a Guerra Civil Espanhola. O cara fazia São Francisco, largou pra ser colunista de jornal e depois virar promóter, como se diz hoje, quando essa palavra nem existia; depois começou a trabalhar com eventos, veio sem idéia do que fazer até Madri e, muitos e muitos percalços depois, acabou virando guia turístico e passa metade da vida viajando. Próximo destino: China. Daí que a gente vê que há tanta coisa aí pra ser vivida e a maioria das pessoas está ocupada pensando na cor do seu próximo sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZG6lqzqnI/AAAAAAAAAPU/M7P-KIkKOyU/s1600-h/MÃ¡rio.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081827201892199026" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZG6lqzqnI/AAAAAAAAAPU/M7P-KIkKOyU/s320/M%C3%A1rio.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Bem, o Mário me contou que estava sendo preparado o Orgulho Gay de Madri pra este domingo, e em seguida eu tive um pouco a sensação do Will Smith no Men in Black, quando ele começa a olhar em volta e reparar que todas aquelas pessoas que até há um segundo pareciam respeitáveis senhores e senhoras são obviamente alienígenas. Uns 20% da população dos bairros turísticos era de gays esperando o domingo, o que significou que todos os albergues e pensiones estavam lotados até esse dia. Decidi pegar um ônibus pra Córdoba, como as meninas que tinham morado na Espanha me disseram que era mais barato. Como tinha o ônibus da uma da manhã, foi esse mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Comprei ingressos pra uma novilhada, isto é, tourada com touros jovens, neste domingo. Me renderam umas boas conversas com gente que é contra e etc. Quero falar um pouco disso mas vamos esperar acontecer. É neste domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) É comum o ônibus ser mais barato que o trem. Se você estiver viajando, isso pode ser um bom motivo pra ir de ônibus. Mas tem o seguinte: pegue o trem noturno, ou pegue o ônibus. Ônibus noturno aqui é muuuito ruim, e o motorista acha que você tem obrigação de tolerar o gosto musical dele. É até estranho, porque lembro de viagens noturnas de ônibus no Brasil, pro Sul ou pro Rio de Janeiro, e nenhuma foi tão ruim quanto minhas 5h entre Madri e Córdoba.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-1389397710268734972?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/1389397710268734972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=1389397710268734972&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/1389397710268734972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/1389397710268734972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/duas-capitais-ibricas.html' title='Duas capitais ibéricas'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoZG6FqzqlI/AAAAAAAAAPE/gKACn15C9JY/s72-c/Sintra.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-4870460491307504659</id><published>2007-06-29T05:57:00.001-03:00</published><updated>2007-06-29T06:07:15.547-03:00</updated><title type='text'>Sevilha e as palavras (18-19.6)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTKfVqzqZI/AAAAAAAAANk/XPsnoxSK9Uk/s1600-h/Giralda.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081408919322208658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTKfVqzqZI/AAAAAAAAANk/XPsnoxSK9Uk/s400/Giralda.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTKfVqzqaI/AAAAAAAAANs/vEhSobi-ADE/s1600-h/Giralda.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081409125480638914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTKrVqzqcI/AAAAAAAAAN8/vkG3vf4YEos/s400/Plaza.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTJtlqzqVI/AAAAAAAAANE/s_q1MsVneOs/s1600-h/Flamenco.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081408064623716690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTJtlqzqVI/AAAAAAAAANE/s_q1MsVneOs/s400/Flamenco.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTJt1qzqXI/AAAAAAAAANU/2JqNRWz2TDw/s1600-h/Sevilha.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081408068918684018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTJt1qzqXI/AAAAAAAAANU/2JqNRWz2TDw/s400/Sevilha.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081410061783509474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTLh1qzqeI/AAAAAAAAAOM/Qcbc0ZLDpa0/s400/Alc%C3%A1zar.JPG" border="0" /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081410061783509458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTLh1qzqdI/AAAAAAAAAOE/D6-PYPCciC0/s400/Albergue.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;Até a pensión&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-4870460491307504659?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/4870460491307504659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=4870460491307504659&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4870460491307504659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4870460491307504659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/sevilha-e-as-palavras-18-196.html' title='Sevilha e as palavras (18-19.6)'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTKfVqzqZI/AAAAAAAAANk/XPsnoxSK9Uk/s72-c/Giralda.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-436425520355711591</id><published>2007-06-29T05:48:00.001-03:00</published><updated>2007-06-29T06:08:18.317-03:00</updated><title type='text'>De volta a Barcelona (16-17-18.6)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTHyFqzqRI/AAAAAAAAAMk/QE17t8G04OE/s1600-h/Flamenco.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081405951499807042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTHylqzqUI/AAAAAAAAAM8/iPBWM84hT8k/s400/Fam%C3%ADlia.JPG" border="0" /&gt;Els catalans&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTHyVqzqSI/AAAAAAAAAMs/MyEdaG4R8U8/s1600-h/MilÃ"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081405947204839714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTHyVqzqSI/AAAAAAAAAMs/MyEdaG4R8U8/s400/Mil%C3%A0.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Entre sonhos de Gaudí&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTHyVqzqTI/AAAAAAAAAM0/1KP8LTDGB8Q/s1600-h/pEDRERA.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081405947204839730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTHyVqzqTI/AAAAAAAAAM0/1KP8LTDGB8Q/s400/pEDRERA.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A casa de pedra de borracha&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-436425520355711591?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/436425520355711591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=436425520355711591&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/436425520355711591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/436425520355711591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/de-volta-barcelona-25-26-276.html' title='De volta a Barcelona (16-17-18.6)'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTHylqzqUI/AAAAAAAAAM8/iPBWM84hT8k/s72-c/Fam%C3%ADlia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-7561071415404012529</id><published>2007-06-29T05:30:00.000-03:00</published><updated>2007-06-29T06:08:44.717-03:00</updated><title type='text'>Bilbao (15-16.6)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTGRlqzqPI/AAAAAAAAAMU/fCmpswVO_eo/s1600-h/Panorama.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081404285052496114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTGRlqzqPI/AAAAAAAAAMU/fCmpswVO_eo/s400/Panorama.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Panorama de Bilbao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTGB1qzqNI/AAAAAAAAAME/tHysk9kqioY/s1600-h/Gug.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081404014469556434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTGB1qzqNI/AAAAAAAAAME/tHysk9kqioY/s400/Gug.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O melhor do Guggenheim&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTGB1qzqOI/AAAAAAAAAMM/rf1_rmuc4rA/s1600-h/Basco.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081404014469556450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTGB1qzqOI/AAAAAAAAAMM/rf1_rmuc4rA/s400/Basco.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A arquitetura tradicional hobbit-basca, no interior do país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081404010174589122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTGBlqzqMI/AAAAAAAAAL8/tpLgMZJ_J80/s400/Hobbit.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ao fundo, um castelo num lugar suspeito; na frente, um típico hobbit&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081405040966740226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTG9lqzqQI/AAAAAAAAAMc/fcrc0lMp5dQ/s400/Castelo.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;O castelo fake do país basco&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-7561071415404012529?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/7561071415404012529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=7561071415404012529&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7561071415404012529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7561071415404012529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/bilbao-24-256.html' title='Bilbao (15-16.6)'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RoTGRlqzqPI/AAAAAAAAAMU/fCmpswVO_eo/s72-c/Panorama.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-2571973529376329700</id><published>2007-06-23T07:48:00.000-03:00</published><updated>2007-06-23T08:23:36.511-03:00</updated><title type='text'>Uma cidade para morrer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois da passagem por Bilbao e de recarregar a bateria com o Danilo, a mãe dele e os avós me alimentando em dois dias de vida feliz Barcelonesa, caímos eu e ele na estrada de novo. O Danilo não largou a vida de advogado, então o mais precioso que tínhamos era o tempo - o tempo dos advogados, como o ouro do Sílvio Santos, é coisa que vale mais do que dinheiro. Tive tempo de passar na Casa Milá, com tudo sobre o Gaudí, e que recomendo, principalmente a entrada pela Fundação Caixa Catalunya, com tudo sobre o processo de criação desse insano que ergueu no mediterrâneo, nas entranhas de Barcelona, toda uma cidade própria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(pelo passo aqui como lá, em breve todos os centros culturais pertencerão às instituições financeiras; nada que não tenha acontecido com a igreja, noutra época)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então pegamos o vôo da madrugada pra Sevilha. Minha avó dizia mas a gente escuta sem dar muita bola, sempre - Sevilha é a cidade mais bonita até agora, e acho que não digo nem até agora nesse um mês, mas até agora nesses vinte e quatro anos. É que o Rio atravessa um pouco no meio, mas Sevilha é assim: uma imensa catedral forrada de tesouros, com um pátio de laranjas (marca registrada dos árabes) cercado por uma muralha mourisca e guarnecida por uma torre também com sabor islâmico, La Giralda. Ao lado, o Alcázar, até hoje residência dos Reis de Espanha e construído por partes que vão montando uma história. Em frente, os jardins geométricos, com mais laranjas. E em volta desses dois monumentos uma cidade velha reluzente de arcos e ladrilhos. A nossa pensão, a San Pancracio, dava uns dois parágrafos sozinha. Pagamos 17 euros e meio cada um. Na noite que passamos lá, ainda tivemos flamenco, e assistimos a um cantaor, um tocaor e dois bailaores destilarem &lt;a href="http://www.analitica.com/bitblio/lorca/duende.asp"&gt;duende&lt;/a&gt;. A Andaluzia fez sua introdução sem o menor esforço de causar maravilhamento, que logo completarei com Córdoba, Granada e uma outra cidade, que pode ou não ser Málaga. Cidade mais recomendada para Luas de Mel e para fins de vida do que qualquer outra do ocidente. Até agora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de Sevilha, complicou pra Toledo. Pegamos o vôo da noite pra Madrid, e o último ônibus saía pra Toledo à meia noite, então foi um percurso tenso até chegarmos ao albergue às duas da manhã e vermos que efetivamente o dono abriu a porta. A cidade é bonita e tal, medieval com castelos, mas a dica é: não vá logo depois de voltar da Andaluzia, e sim antes. A sensação é de que o ocidente simplesmente não pode igualar a maestria dos irmãos de Averróis e Avicenas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, essa sensação fica um pouco amenizada com Lisboa. Fomos ontem ao Mosteiro dos Jerónimos, que sobreviveu ao terremoto de 1755 (famoso pela boca do &lt;a href="http://membres.lycos.fr/jccau/ressourc/fra18/lisbonne.htm"&gt;Voltaire&lt;/a&gt;, algo que curiosamente ninguém menciona), e é o gótico no seu ponto mais deslumbrante, uma teia de arcos em pedra branca dedicado à devoção antigamente, e ao turismo atualmente. Fantástico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Noto que em Lisboa tive o mais grave dos meus pequenos incidentes até agora. Um carteirista tentou levar a minha carteira mágica no autocarro. Ou melhor, ele conseguiu, por alguns minutos, mas ela não se chama carteira mágica à toa. Eu, que tinha tido desde que entrei no veículo um sentido de ficar comentando com o Danilo as constantes placas de cuidado com os carteiristas/attention aux pickpockets/beware of pickpockets, notei o bolso aberto e que antes estava fechado - e sem a carteira. O motorista estava muito longe, então tudo o que eu pude fazer foi pegar o sujeito ao lado e começar a falar pra ele que ele tinha roubado minha carteira e mexer nas coisas do cara, até ver a carteira no chão, pegar e olhar pro cara e pedir desculpas com entonação de saber que foi ele. O Danilo comentou isso e eu disse que sabia, mas não ia arrumar dor-de-cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje é ir pra Belém, que dizem que é imperdível, e amanhã logo cedo partir pra Madrid. Fotos de lá, talvez no corpo do texto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-2571973529376329700?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/2571973529376329700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=2571973529376329700&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/2571973529376329700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/2571973529376329700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/uma-cidade-para-morrer.html' title='Uma cidade para morrer'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-8892856416457424764</id><published>2007-06-19T14:18:00.000-03:00</published><updated>2007-06-19T14:30:50.980-03:00</updated><title type='text'>Nova etapa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não há muito tempo: depois de Guernica passei uns dias em Bilbao. Bilbao é, bem, uma cidade normal, pense uma São Paulo (i) com menos gente; (ii) com uma seqüência de prefeitos minimamente decentes; e (iii) na qual nenhum gênio do urbanismo tenha tido a idéia de cimentar o rio que passa no centro. Sério, nada de mais, nada que justifique a moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, tem o Guggenheim. O Guggenheim fica num prédio, literalmente, espetacular. Um cachorrinho de 4m feito de flores, esculturas de águas pulantes e de vapor e uma aranha artisticamente chamada de 'mãe' ornamentam um edifício todo de metal e vidro retorcido, com um bom resultado. Mas entrar nele é um desperdício de 6 euros. Se quiser muito gastar essa grana, compre uma camiseta do museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sério, só uma arte pretensiosa da qual o mais interessante que se tem pra comentar (e sobre o que os audioguias se estendem por horas) são os materiais usados pelos artistas. Inclusive o audioguia pra criança pareceu mais inteligente que o dos adultos, falando pra você entrar nas esculturas e sentir o seu corpo, ou seja, o Guggenheim Bilbao apresenta uma experiência muito semelhante ao Brinquedão do Parque da Mônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu pelo entorno, do qual comento quando puder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, voltei pra Barcelona, onde tirei dois dias de férias da viagem na casa do Danilo, onde a mãe e a avó dele me trataram como se eu fosse um refugiado da Somália, na época em que se faziam piadinhas de salão - aquelas que não são imorais e não arriscam ofender ninguém - sobre os famintos da Somália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos um avião, estamos em Sevilha e temos flamenco em meia hora. Por isso, fica pra depois.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-8892856416457424764?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/8892856416457424764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=8892856416457424764&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/8892856416457424764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/8892856416457424764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/nova-etapa.html' title='Nova etapa'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-7581670418160192126</id><published>2007-06-14T17:02:00.000-03:00</published><updated>2007-06-15T07:51:56.408-03:00</updated><title type='text'>Guernica em 3 momentos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnJtxvUd0SI/AAAAAAAAALs/qaUw4xbMHac/s1600-h/Velho2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076240431283294498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnJtxvUd0SI/AAAAAAAAALs/qaUw4xbMHac/s320/Velho2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje tem dissertação. Para mais aventuras, volte outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Guernica é muito mais que uma &lt;a href="http://homepage.mac.com/dmhart/WarArt/Picasso/Guernica/Guernica.JPG"&gt;pintura&lt;/a&gt;. O mais fantástico sobre a cidade é que tem muito pouco o que se ver aqui, exceto uma árvore, da qual nós turistas ficamos tirando foto feito idiotas, como quando trazem uma roda de bicicleta pro MASP e tem uma plaquinha do lado, "Roda de Bicicleta/Marcel DUCHAMP".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, ocorre que essa árvore, El Árbol de Guernica, é onde a Junta Geral dos bascos se reuniu desde, pelo menos, o século X. Os caras tocavam trombetas e acendiam fogueiras nos morros da França até Bilbao pra convocar as assembléias, e eram todas debaixo da tal árvore - e, pelos desenhos, presididas por velhinhos com mantos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnJuPvUd0TI/AAAAAAAAAL0/bbmSfGBr85w/s1600-h/%C3%81rbolN.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076240946679370034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnJuPvUd0TI/AAAAAAAAAL0/bbmSfGBr85w/s320/%C3%81rbolN.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mais. Todos os que quisessem ser 'senhores da terra' desde 1300 e poucos, inclusive os reis da Espanha mais ferrados, tipo Carlos Quinto, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, e Felipe II, dono de metade do planeta até a história da Invencível Armada, tinham que jurar sobre ou fueros deles, ou seja, as leis velhas, e prometer respeitá-las. E isso debaixo da árvore. Com o velhinho segurando as leis. Senão, nada de ser rei dos bascos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Isso até 1800 e alguma coisa (quer precisão, tem a &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Historia_de_los_vascos"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;), quando eles ficaram do lado errado numa guerra e perderam os 'privilégios'. Só, que, sendo bascos e estando no mundo desde a Criação - pelo menos - eles nunca aceitaram muito essa história. Isso só piorou quando começou a guerra civil, e eles sabiam muito bem de que lado ficar. Do lado que não ia encher o saco deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, em 26 de abril de 1937, das quatro às seis da tarde, a cidade foi bombardeada. Foram tipo 5 mil bombas, pesando 28 toneladas, que caíram sobre a cidade e, o que não destruíram, queimaram. Tudo, menos os alvos militares, que poderiam ser úteis depois. Procedência dos aviões: Alemanha e Itália. A dupla dinâmica estava testando os brinquedos novos pra poder usar em algo mais útil depois.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnJtqPUd0QI/AAAAAAAAALc/ZqF6HMyZ4Z8/s1600-h/Painel.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076240302434275586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnJtqPUd0QI/AAAAAAAAALc/ZqF6HMyZ4Z8/s320/Painel.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O país basco foi dominado e silenciado por 40 anos. Franco. Guernica virou quadro e símbolo mundial.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje a coisa complicou um pouco mais. O nacionalismo dos bascos, que nasceu da repressão de 1800 e tanto, persiste e quer voltar a ter suas próprias leis, ser governado pelas assembléias presididas pelo velhinho. Ou não. Desde que eles decidam. Como bascos. Inclusive os museus daqui, mesmo que diplomaticamente, incluem no mapa do país uma partezinha da França - que não quer nem ouvir falar no assunto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Espanha é mais tolerante. Está disposta a ouvir os bascos e dialogar democraticamente. Desde que eles também sejam tolerantes. Isto é, dialoguem democraticamente. Isto é, deixem o velhinho da árvore pra lá com suas leis velhas e carcomidas. No mundo globalizado, oferecem pros bascos liberdade total; só com o asterisco de que não podem tomar nenhuma decisão. E tem gente que não entende essas coisas da modernidade, parece que vive no passado - e apela pra violência, acabando com o diálogo democrático.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De forma que as atrações principais são museus com a história e a cultura bascas (fantásticas) e um Museu pela Paz ou algo assim, que é realmente muito bem montado. A melhor parte, com a história da cidade e do bombardeio, você inclusive pode conferir &lt;a href="http://www.eitb24.com/html/infografias/multimedia-gernika70/index_es.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Recomendo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o grande tema da cidade é a Paz, com museus e exposições sobre isso e tudo, e mensagens de Gandhi e Rousseau e Madre Teresa, dizendo que temos que aprender a dialogar e tolerar e respeitar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas fica faltando uma coisa: o que fazer com o velhinho da árvore?&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076234667437183170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnJoiPUd0MI/AAAAAAAAAK8/0NmTjJvvqKc/s400/Velho.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S. - Quase compro uma camisa com a bandeira. Mas imagina isso no curso de organizações internacionais de Paris? Ainda não cheguei tão longe.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-7581670418160192126?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/7581670418160192126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=7581670418160192126&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7581670418160192126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7581670418160192126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/guernica-em-3-momentos.html' title='Guernica em 3 momentos'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnJtxvUd0SI/AAAAAAAAALs/qaUw4xbMHac/s72-c/Velho2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-3411153305687494890</id><published>2007-06-13T18:06:00.001-03:00</published><updated>2007-06-14T16:20:40.358-03:00</updated><title type='text'>No país do Quixote XXI</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnBcd_Ud0LI/AAAAAAAAAK0/uA-Cu1pnhWU/s1600-h/Quijote.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075658450329784498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnBcd_Ud0LI/AAAAAAAAAK0/uA-Cu1pnhWU/s400/Quijote.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-3411153305687494890?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/3411153305687494890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=3411153305687494890&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/3411153305687494890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/3411153305687494890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/no-pas-do-quixoter-xxi.html' title='No país do Quixote XXI'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnBcd_Ud0LI/AAAAAAAAAK0/uA-Cu1pnhWU/s72-c/Quijote.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-2468338738201052332</id><published>2007-06-13T17:32:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T16:20:04.353-03:00</updated><title type='text'>De como entrar no país basco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em primeiro lugar, é preciso estar num lugar próximo como Zaragoza, e desistir pelo adiantado da hora, mas principalmente pela desorganização da rede nacional de transportes, de passar em Olite, Navarra. Sério, é uma zona. De você chegar às 3h15, o seu ônibus ser 3h30, e não ter ninguém na estação. Ninguém. Nadie. Ningú. Ninguén. Inor. Daí se vai direto pra San Sebastián, ou Donostie.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Daí no ônibus tem um cara completamente bêbado e enquanto você está ouvindo Adoniran pra se sentir um pouco superior ele te pergunta o que te deixa tão feliz, e depois pede pra ouvir e diz que ele é um verdadeiro basco e que aquilo é precioso, e aí pergunta se você tem música clássica. Você põe Beethoven e ele fica dizendo o quanto é maravilhoso por uns cinco minutos até se cansar e começar a incomodar os outros passageiros para que ouçam também, inclusive uma menina de uns oito anos. Os outros não se interessam muito e ele começa a deitar na menina um pouco gorda sentada ao lado dele, mas ela o repele e todos ficam meio contra ele enquanto ele ainda está com seus fones, e você e&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnBbX_Ud0II/AAAAAAAAAKc/OPxB2t5wEAA/s1600-h/Cristo.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075657247738941570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnBbX_Ud0II/AAAAAAAAAKc/OPxB2t5wEAA/s320/Cristo.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;stá um pouco: mas o cara é praticamente um descendente dos atlantes e vocês aí reclamando, ele é praticamente uma lenda, um descendente de Jesus como os reis antigos, deixem ele fazer o que quiser. Então finalmente ele se cansa e volta pro lugar dele, e depois de algum sono você está em San Sebastian.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algum dia tinha que acontecer, e San Sebastián, justamente a melhor das praias, está totalmente nublado e você vai conhecer a costa mesmo assim, e à noite começa uma chuva muito chata após a qual, e depois de alguns pintxos, você resolve dormir pra esperar o dia seguinte como em Santiago onde o dia seguinte estava fantástico, mas o dia amanhece nublado e você sai para um passeio no morro. O morro é cheio de coníferas e de uma árvore basca que é uma metáfora pronta e que vai se desfazendo conforme cresce e os galhos se apartam, e o nublado confere ao clima todo um ar japonês apesar dos canhões e da imagem do Cristo sobre o morro, e você ouve uma missa que espera que seja em basco mas é em castelhano mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de uma consulta pra verificar que realmente o nublado será por uns bons dias você decide sair de San Sebastián e vai pra Gernika, onde tudo é basco mesmo e sem aquelas concessões de cidade turística. Lá é muito mais que uma cidade bombardeada, foi e reunião do Parlamento basco por vários séculos e por isso foi bombardeada, e você fica simplesmente sentindo a vida dessa gente de outro planeta enquanto perambula e visita os lugares, até resolver ir dormir no seu albergue de peregrinos em que nada está escrito em outra língua exceto basco.&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnBbX_Ud0HI/AAAAAAAAAKU/CNauMkmbsP4/s1600-h/Alberg.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075657247738941554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnBbX_Ud0HI/AAAAAAAAAKU/CNauMkmbsP4/s320/Alberg.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-2468338738201052332?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/2468338738201052332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=2468338738201052332&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/2468338738201052332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/2468338738201052332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/de-como-entrar-no-pas-basco.html' title='De como entrar no país basco'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnBbX_Ud0II/AAAAAAAAAKc/OPxB2t5wEAA/s72-c/Cristo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-7856133431128507062</id><published>2007-06-11T18:32:00.000-03:00</published><updated>2007-06-13T18:08:11.257-03:00</updated><title type='text'>Sons do oriente</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnBcMvUd0JI/AAAAAAAAAKk/fB1Bb6CVS90/s1600-h/Aljaf.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075658153977041042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnBcMvUd0JI/AAAAAAAAAKk/fB1Bb6CVS90/s320/Aljaf.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estou em Zaragoza, onde umas notas de fundo da primeira passagem islâmica pela Europa se fazem sentir. Mais precisamente, no edifício conhecido como Aljafería, onde os árabes mostraram que podiam muito mais que os pobres arquitetos dos povos bárbaros. As diferenças entre a espetacular parte árabe que foi preservada e as partes medieval e mesmo mudéjar (incorporação de elementos dos árabes depois da Reconquista) são assombrosas. Fica difícil esperar pela Andaluzia, onde a Alhambra em Granada e a mesquita de Córdoba, dizem por aqui, são o exemplo da arquitetura árabe medieval no seu esplendor.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cidade conta também com a basílica, onde se diz que a Virgem uma vez apareceu sobre um pilar (não vou nem transcrever o comentário do Lonely Planet - cético até a alma). Um pedacinho do pilar fica descoberto e todo esburacado pelo ritual centenário de beijá-lo. Como aqui é meio passagem de um caminho secundário pra Santiago, acaba que um ou outro peregrino perdido aparece. Mas não só de fiéis desconhecidos vive o mimado pilar - há uma inscrição logo em cima com a data em que o Papa João Paulo II passou por aqui e mimetizou o ritual de adoração do objeto inanimado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afora isso, o orgulho da cidade é a arquitetura que eles chamam de Renacimiento Aragonés (aqui é Reino de Aragão). O estilo do Renacimiento Aragonés é, ao que tudo indica, tributário direto da invenção do tijolo, e consiste basicamente em realizar obras que antes eram feitas com grandes pedras, utilizando para isso os pequenos tijolos. Uma verdadeira revolução na arquitetura mundial.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnBcMvUd0KI/AAAAAAAAAKs/TNYNlbT6LbU/s1600-h/Renasc.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075658153977041058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnBcMvUd0KI/AAAAAAAAAKs/TNYNlbT6LbU/s320/Renasc.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não há muito mais grandes atrações na cidade, e, sendo segunda-feira, os museus estão fechados. O dia teve que servir pra outras coisas, tipo comprar sabonete líquido pra parar de roubar os sabonetes de albergue pra usar nos que não têm (técnica que se revelou muito útil enquanto estes não ultrapassaram em número aqueles) e gilete que esqueci e acabei comprando em Braga (PT) uns daqueles descartáveis, que deslizam com a suavidade de um ralador de queijo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afora isso, o verão finalmente chegou (se não deu pra notar pela praia), o que é ótimo porque eu estava contando com isso quando fiz minha mala. Por outro lado, o horário de pico do sol aqui vai aproximadamente das 10h00 às 18h00, e ficar andando por aí sem protetor é queimadura na certa. Não sei como aqui essa questão de sol não é elevada à categoria de Problema Nacional, que é o que acontece na Austrália, onde também tem gente branca demais num lugar que faz sol demais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Próximas paradas, um dia em Olite, antiga capital dos reis de Navarra (até 1512, quando a potência castellana os anexou), e ao que tudo indica a noite em San Sebastián, recomendação do Cadu como lar das praias mais bonitas da região - e, não sei se mais importante, no País Basco, uma parte do mundo em que sem nenhuma razão aparente alguns radicais insistem em utilizar uns métodos meio fora de moda para defender umas coisas meio fora de moda. A parte boa é que diz o meu guia que, ao contrário dessa gente, San Sebastián é totalmente &lt;em&gt;in&lt;/em&gt;. Ufa!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-7856133431128507062?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/7856133431128507062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=7856133431128507062&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7856133431128507062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7856133431128507062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/sons-do-oriente.html' title='Sons do oriente'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RnBcMvUd0JI/AAAAAAAAAKk/fB1Bb6CVS90/s72-c/Aljaf.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-4637606433830327456</id><published>2007-06-11T09:55:00.000-03:00</published><updated>2007-06-11T18:32:24.168-03:00</updated><title type='text'>Momentos Barceloneses - as fotos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1KxfUd0DI/AAAAAAAAAJ0/k4sylPl8zKA/s1600-h/Sagrada.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074794569197801522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1KxfUd0DI/AAAAAAAAAJ0/k4sylPl8zKA/s400/Sagrada.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; É ela! É ela! É ela! É ela! É ela!&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074792215555723218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1IofUdz9I/AAAAAAAAAJE/rszYT44_Fho/s320/Cidade.JPG" border="0" /&gt;Uma cidade em construção (você vê a catedral aí de cima? em 2020 tá pronta!)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1Kk_Udz_I/AAAAAAAAAJU/MGkqrtf0t6I/s1600-h/ApÃª.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074794354449436658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1Kk_Udz_I/AAAAAAAAAJU/MGkqrtf0t6I/s320/Ap%C3%AA.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ambiente familiar&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074794358744404002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1KlPUd0CI/AAAAAAAAAJs/VE823tHdynQ/s320/Praia.JPG" border="0" /&gt;Atividade principal&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074792206965788578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1In_Udz6I/AAAAAAAAAIs/boT7UPqAU6k/s320/Rambla.JPG" border="0" /&gt;Os caras tão fazendo de tudo por um troco (ah, essa é a Rambla)&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074792211260755906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1IoPUdz8I/AAAAAAAAAI8/x3ZwTniQ5Y0/s320/Est%C3%A1dio.JPG" border="0" /&gt;Jogos olímpicos de 92&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074792211260755890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1IoPUdz7I/AAAAAAAAAI0/hFTIA8w2Jbs/s320/G%C3%BCell.JPG" border="0" /&gt;Eu em azul e o Danilo (que vai aparecer de novo - lembrem dele) em vermelho, no Parc Güell&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074794354449436690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1Kk_Ud0BI/AAAAAAAAAJk/NCfW42j-D2g/s320/Parc.JPG" border="0" /&gt;Mais Parc Güell&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074794350154469346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1KkvUdz-I/AAAAAAAAAJM/VoAi0XH9J_w/s320/Bettina%26Ro.JPG" border="0" /&gt;Primeiro encontro inesperado em 20 dias - Bettina e Robertinha&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1Kk_Ud0AI/AAAAAAAAAJc/hA83T51ls-w/s1600-h/MirÃ².JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074794354449436674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1Kk_Ud0AI/AAAAAAAAAJc/hA83T51ls-w/s320/Mir%C3%B2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Mirò e a mochila&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1In_Udz5I/AAAAAAAAAIk/oTVF3ABolWo/s1600-h/Ãculos.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074792206965788562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1In_Udz5I/AAAAAAAAAIk/oTVF3ABolWo/s320/%C3%93culos.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Aqui o Brasil vende - inclusive o Brasil fabricado na China&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074800449008029794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1QHvUd0GI/AAAAAAAAAKM/EKk-lt2Tpgc/s320/Despedida.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;Uma despedida - cair na estrada de novo depois de uma temporada dessas é uma que só experimentando; vai nessa, Gui!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-4637606433830327456?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/4637606433830327456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=4637606433830327456&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4637606433830327456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4637606433830327456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/momentos-barceloneses.html' title='Momentos Barceloneses - as fotos'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rm1KxfUd0DI/AAAAAAAAAJ0/k4sylPl8zKA/s72-c/Sagrada.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-5154862942232569135</id><published>2007-06-10T18:50:00.000-03:00</published><updated>2007-06-10T18:54:58.413-03:00</updated><title type='text'>Momentos de Barcelona</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Momento 1: estou andando nas Ramblas com o Pedro, um intercambista da GV que mora com o Gui no apartamento mais central de Barça onde vivi os últimos 5 dias nessa Vida Erasmus, e ele me comenta alguma coisa na linha de 'A verdade é que essa cidade é bem feia'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento 2: estou com o Danilo, amigo do escritório que se orgulha das origens catalãs e está passando as férias na cidade com os avós, e ele constata que os turistas acabam meio que destruindo a cidade, ou pelo menos a cidade como entidade peculiar, com as coisas tipicamente barcelonesas ou catalãs ou espanholas. 'Nem parece que você tá na Espanha'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem algo de incrivelmente triste no que acontece com Barcelona. Me lembra um artigo do Umberto Eco numa EntreLivros de agora que se chamava 'O falso necessário', sobre um templo grego de mentirinha que estão fazendo pra evitar que os turistas destruam os templos de verdade. Segundo o Eco, fazer isso é assustador e necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um comentário até banal (e, diria o Urso, fruto do meu senso comum particular) e acho que já fiz uma diatribezinha sobre isso aqui embaixo, mas vamos lá: da mesma forma que os condomínios que anunciam que você vai morar em meio ao verde são exatamente aquilo que destrói o verde que ainda existe em volta das cidades, o turista que vai conhecer as coisas tipicamente catalãs é a mesma pessoa que destrói essas coisas, ou ao menos as coisas no seu aspecto digamos assim mais autêntico, 'mais Câmara Cascudo, saca?' O meu Lonely Planet, por exemplo, está cheio de dicas de lugares super típicos e não turísticos, onde um espanhol mal-humorado te serve sem a menor pretensão de ser acolhedor. Bem, compramos o Lonely Planet eu e mais 350.000 pessoas, sendo bonzinho, que vamos todos atrás do lugarzinho típico - que vai durar mais 2 verões até expandir pras casas do lado e contratar garçons sorridentes, talvez inclusive brasileiros. E aí colocar a plaquinha 'Raciones típicas catalanas/Typical Catalan dishes'. Em castelhano, e inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso ao deixar Barcelona e vir para Zaragoza, de onde escrevo, uma sensação boa toma conta do corpo (mesmo com os 20Kg de mochila de volta às costas). Se faltam edifícios restaurados para se parecerem exatamente com aquilo que desejávamos poder fotografar, aqui espanhóis bebem cerveja domingo à tarde e põem suas crianças pra brincarem de tiro nas praças, e batem boca sobre a responsabilidade pela derrota do Barça ontem. E, apesar de a cidade ser bonita e ter uns belos monumentos dos quais provavelmente falarei em breve (e embora o dono deste CyberCafé e seus amigos provavelmente estejam falando árabe e não um legítimo dialeto hispânico), ainda não tem aqui uma avalanche de turistas pra transformar as igrejas locais em simba safaris onde a população tenta rezar em meio aos flashes. Aliás, muito prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas reflexões, lógico, não me impediram de me dissolver na massa de americanos, alemães, holandeses, franceses e até espanhóis, e visitar a Sagrada Família (detalhe: o Pedro aí de cima ainda não foi. Explicação: ah, quando vierem meus pais ou turistas aqui eu vou junto. O Gui já teve umas 5 vezes que ir ver a Sagrada Família.) e o Parc Güell e o Montjüic e todos os cartões postais, e ver o Museu Picasso e o Museu Mirò e tudo isso. Mas é aquela sensação de estar vivendo um processo até bem adiantado nas cidades mais &lt;em&gt;in&lt;/em&gt;, mais &lt;em&gt;hype&lt;/em&gt;, e que, quando estiver terminado, terá destruído tudo de peculiar que existe no mundo e substituído por uma plaquinha 'Typical local dishes'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos amanhã, que hoje o árabe aqui vai fechar. Não sei quem fala espanhol pior.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-5154862942232569135?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/5154862942232569135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=5154862942232569135&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/5154862942232569135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/5154862942232569135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/momentos-de-barcelona.html' title='Momentos de Barcelona'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-6244610252809808706</id><published>2007-06-07T18:24:00.000-03:00</published><updated>2007-06-07T18:48:17.495-03:00</updated><title type='text'>Sobre a Espanha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Primeiro, aqui não fica noite no verão até as dez. Por conta disso, não existe horário comercial. Tem gente que abre às 9h30, fecha ao meio dia e abre às duas. Tem gente que abre às 10h30 ou 11, fica aberto até uma e meia ou duas, fecha até as quatro e meia e volta até as oito. Ou seja, o único jeito de saber se uma determinada loja está aberta a uma determinada hora é indo lá antes e perguntando. E sempre tem o risco de ter uma placa escrito 'cerrado', muito embora a placa dos horários indique que o estabelecimento em questão deveria estar aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, cada lugar é um lugar. Se na Galiza o galego é meio malvisto ainda, na Catalunha é questão de honra e a população realmente se comunica em català, escreve, dá aulas e o caramba. Mas por outro lado em Barcelona você ouve tanto catalão quanto castelhano, inglês, árabe, alemão, holandês e português - de Portugal e do Brasil. A cidade toda é um grande ponto turístico com uns habitantes no meio, e por isso está toda em construção e restauração o tempo todo. Com o Erasmus, tem universitários da Europa toda, fora os internacionais. Não imagino como vai ser este continente em 50 anos, sério. Se é que chegaremos lá, pois 2012 tem sido muito falado como a data final, inclusive com apoios pop na área como Nostradamus. Seria uma honra ser justo na minha vez. Mas, como li outro dia num lugar, se eu me considerasse estatisticamente tão importante jogava na loteria três vezes por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou agora morando de favor na casa do Gui, que aparece na foto lá embaixo. Moram com ele uns 5 ou 6, variamos, brasileiros universitários mais, e é outro mundo. Fico por aqui o suficiente pra conhecer um pouco desse universo republicano e depois me procuro um lugar de verdade - como também vou roubando, passar uma temporada na casa de um amigo é a melhor forma de ganhar um ex-amigo. Mas os caras têm sido muito gente-fina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximas paradas: aqui, País Basco, Zaragoza, Tarragona, Girona, e aí encontro o Danilo, que também será personagem aqui, pra irmos pra Sevilha, Toledo e Lisboa. Aí mais um finzinho de mês de Portugal e Espanha e deixamos os ibéricos. Destinos: Amsterdã e A Haia (totalmente por acaso), Berlim, Varsóvia. Isso é o que está certo. Depois Cracóvia, Viena, Praga, Budapeste, Ilhas Croatas, Llubliana (?), e aí provavelmente Sófia e Istambul. Quero terminar com 4 dias em São Petersburgo e 4 em Moscou, de onde pego o avião de volta pro deserto do real (ah, é, sim; não ouviram o diálogo com o Martin aí embaixo?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos em breve.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-6244610252809808706?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/6244610252809808706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=6244610252809808706&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/6244610252809808706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/6244610252809808706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/sobre-espanha.html' title='Sobre a Espanha'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-8883996732451686004</id><published>2007-06-06T13:44:00.000-03:00</published><updated>2007-06-06T13:49:12.904-03:00</updated><title type='text'>Barcelona em 4 planos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rmblb_Udz4I/AAAAAAAAAIc/1tijNk5Xnjw/s1600-h/BCN.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072994299295944578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rmblb_Udz4I/AAAAAAAAAIc/1tijNk5Xnjw/s400/BCN.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verde, o monumento, a publicidade e o cadáver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-8883996732451686004?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/8883996732451686004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=8883996732451686004&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/8883996732451686004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/8883996732451686004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/barcelona-em-4-planos.html' title='Barcelona em 4 planos'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rmblb_Udz4I/AAAAAAAAAIc/1tijNk5Xnjw/s72-c/BCN.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-7476179861112565519</id><published>2007-06-06T12:52:00.000-03:00</published><updated>2007-06-06T13:43:22.375-03:00</updated><title type='text'>5 Coisas pra não perder na Galiza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rmbc3_UdzuI/AAAAAAAAAHM/3SsyJKazXDQ/s1600-h/Pilgrimo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072984884727631586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rmbc3_UdzuI/AAAAAAAAAHM/3SsyJKazXDQ/s400/Pilgrimo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072983888295218882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rmbb9_UdzsI/AAAAAAAAAG8/hXJuqhxd2Ic/s200/Est%C3%A1tua.bmp" border="0" /&gt; 1) Verificar que os peregrinos devotos imortalizados em estátuas existem e são inclusive points turísticos em si, atraem gente que vai falar com eles e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Conhecer uma família distribuída por 3 dos quatro distritos da região, e que te acolhe como se você fosse um amigo antigo e te mostra todos os sites turísticos. Na foto, Ruth Balbís e eu apertando a voluptuosa escultura de um outro Botero (sério!) e ao fundo a Torre de Hércules, com vestígios até do século II.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072990296386424674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rmbhy_Udz2I/AAAAAAAAAIM/npN1Gjn3Y6M/s400/Botero.bmp" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rmbi6PUdz3I/AAAAAAAAAIU/SFAkEF_RANE/s1600-h/Biblio.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072991520452104050" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rmbi6PUdz3I/AAAAAAAAAIU/SFAkEF_RANE/s200/Biblio.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;3) Notar em ação o Efeito Barcelona, da Espanha nova brotando por dentro da Espanha de Franco, inclusive numa mesa de bar pós-espetáculo de dança. A história começa classicamente: um respeitável sujeito de meia idade senta-se, descobre que tem brasileiros na mesa e começa a contar como le gustan as chicas brasileñas, que ele mora aqui metade do ano e que é famoso entre as chicas por estar sempre com uma ou mais diferentes, e elas até riem dele no bar. Mas a tensão da nova Espanha aparece quando o nosso señor é &lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmbgEvUdz0I/AAAAAAAAAH8/iMgFmibxAao/s1600-h/Pita.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072988402305847106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmbgEvUdz0I/AAAAAAAAAH8/iMgFmibxAao/s320/Pita.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;contestado por (i) uma mulher e (ii) um imigrante negro - o Cássio -, que lhe dizem que isso não é coisa que se diga em público e que estão ofendidos por um lado e enojados por outro; e aí nosso companheiro fica tentando se explicar e dizendo que respeita muito las chicas e inclusive paga pensão pro filho que tem com uma delas. E termina largado na mesa, todos meio com vergonha de continuar falando com aquele cara. Nas fotos, a nova biblioteca de Santiago de Compostela e a restauração da praça María Pita na Coruña.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmbgEfUdzyI/AAAAAAAAAHs/Lle8b-L2I_k/s1600-h/EmGalego.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072988398010879778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmbgEfUdzyI/AAAAAAAAAHs/Lle8b-L2I_k/s320/EmGalego.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;4) Presenciar a defesa do galego nas paredes, contra uma população urbana não tão entusiasta que te corrige quando você pergunta pela Rúa do Príncipe: 'Queres decir La Calle Príncipe?. Parece que o galego ainda é considerado coisa de caipira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmbgEfUdzzI/AAAAAAAAAH0/rbTD78InnCs/s1600-h/MonaLiza.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072988398010879794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmbgEfUdzzI/AAAAAAAAAH0/rbTD78InnCs/s320/MonaLiza.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;5) Só sair de lá depois de ir na praia da borda do mundo, e ir pra Barcelona encontrar um amigo, e então descobrir que o verão começou e o clima é outro. (Aliás, os peregrinos têm o costume de ir até a borda do mundo, Finisterre, e queimar - até por razones practicas - suas roupas de peregrinagem. O hábito é repetido por todos, porém segue o diálogo com um peregrino alemão de 35 anos que conhece o mundo: 'Você vai até Finisterre queimar suas roupas?'; 'Putz, cara, eu já mudei de vida várias vezes e nunca precisei queimar nada pra isso.') &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072990296386424658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rmbhy_Udz1I/AAAAAAAAAIE/F1PTTRL5LHY/s400/Gui.bmp" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu e o Gui após a primeira não-noite de BCN.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-7476179861112565519?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/7476179861112565519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=7476179861112565519&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7476179861112565519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/7476179861112565519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/5-coisas-pra-no-perder-na-galiza.html' title='5 Coisas pra não perder na Galiza'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rmbc3_UdzuI/AAAAAAAAAHM/3SsyJKazXDQ/s72-c/Pilgrimo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-4249483498736183553</id><published>2007-06-03T11:40:00.000-03:00</published><updated>2007-06-03T12:44:43.683-03:00</updated><title type='text'>Galiza!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLb1c5XA8I/AAAAAAAAAGE/9jP_aESC1ro/s1600-h/Irej.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071857841708925890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLb1c5XA8I/AAAAAAAAAGE/9jP_aESC1ro/s400/Irej.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois da pedreira aí embaixo mas que eu precisava contar, um resumo de minha vida galega: saí o mais rápido possível de Verín e fui pra Vigo, onde rodei um pouco e encontrei um primo de um amigo, conforme abaixo. Depois vim pra Santiago, de onde posto. Dia 5 à noite sai meu vôo de A Coruña pra Barcelona, que fica sendo minha base pra rodar os próximos episódios.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1) Ver tudo escrito em galego, com x e tal, e aqui não é como na Catalunha onde é questão de honra. Então basicamente até o comerciante mais avesso aos problemas mundanos tipo quem controla quem &lt;em&gt;precisa&lt;/em&gt; escolher um lado na hora em que coloca a tabuleta do seu estabelecimento:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLVb85XAyI/AAAAAAAAAE0/fnSWGqXqQlM/s1600-h/Xoi.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071850806552494882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLVb85XAyI/AAAAAAAAAE0/fnSWGqXqQlM/s200/Xoi.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLViM5XA0I/AAAAAAAAAFE/C6wkONHu7ac/s1600-h/joy.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071850913926677314" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLViM5XA0I/AAAAAAAAAFE/C6wkONHu7ac/s200/joy.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2) Encontrar a até-então-desconhecida família do Guilherme Penin, primeiro com o Abel em Vigo, junto com os amigos do curso de inxeñeria Marcos e Luís, depois com a Ruth em Santiago de Compostela, que me apresentou uma tonelada de brasileiros e os pais, e fui acolhido tão bem que fiquei até surpreso ('Ah, el amigo de Guillermo', me disse D. Eva):&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLWpc5XA2I/AAAAAAAAAFU/qkSpbiGGrFs/s1600-h/Abel.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071852137992356706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLWpc5XA2I/AAAAAAAAAFU/qkSpbiGGrFs/s200/Abel.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLWpM5XA1I/AAAAAAAAAFM/CNbFPaeXgLY/s1600-h/Ruth.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071852133697389394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLWpM5XA1I/AAAAAAAAAFM/CNbFPaeXgLY/s200/Ruth.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3) Balada em Santiago com brasileiros y galegos apresentados pela Ruth, inclusive o Cássio e sua cara de poeta maloqueirista:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLXic5XA3I/AAAAAAAAAFc/tynEDgjumQ0/s1600-h/CÃ¡ssio.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071853117244900210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLXic5XA3I/AAAAAAAAAFc/tynEDgjumQ0/s200/C%C3%A1ssio.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLX685XA5I/AAAAAAAAAFs/cmRiBkuCpgg/s1600-h/David.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071853538151695250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLX685XA5I/AAAAAAAAAFs/cmRiBkuCpgg/s200/David.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;4) O espetáculo humano de Santiago de Compostela, com missas monstruosamente povoadas, parecendo aula inaugural na FFLCH da 3ª idade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLZQM5XA6I/AAAAAAAAAF0/bthUinw6Hi4/s1600-h/Missa.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071855002735543202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLZQM5XA6I/AAAAAAAAAF0/bthUinw6Hi4/s200/Missa.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLZQM5XA7I/AAAAAAAAAF8/xOr4LgvGdAY/s1600-h/Missa+2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071855002735543218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLZQM5XA7I/AAAAAAAAAF8/xOr4LgvGdAY/s200/Missa+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;5) A cidade é dividida em nós (os turistas, 20%) e eles, os peregrinos (80%), que fizeram pelo menos os últimos 100Km a pé. Eles, por sua vez, se dividem em devotos (5%) e gringos (95%), sendo que esta última classe se notabiliza pelo fato de que provavelmente poderia ter escolhido a amazônia ou um safari pra fazer este ano. Vamos ver se vocês também notam algumas diferenças sutis que me levaram a traçar essa divisão bastante injusta:&lt;/p&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLcjc5XA9I/AAAAAAAAAGM/nQcc6KueJaA/s1600-h/MoisÃ©s.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071858631982908370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLcjc5XA9I/AAAAAAAAAGM/nQcc6KueJaA/s200/Mois%C3%A9s.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLcjc5XA-I/AAAAAAAAAGU/RK2mhwEyqwQ/s1600-h/Casal.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071858631982908386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLcjc5XA-I/AAAAAAAAAGU/RK2mhwEyqwQ/s200/Casal.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLdac5XBCI/AAAAAAAAAG0/8p8emHXUggU/s1600-h/Gring.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071859576875713570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLdac5XBCI/AAAAAAAAAG0/8p8emHXUggU/s200/Gring.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLdWs5XBBI/AAAAAAAAAGs/APuuFsmzePw/s1600-h/Back.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071859512451204114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLdWs5XBBI/AAAAAAAAAGs/APuuFsmzePw/s200/Back.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em breve mais novidades e saindo da borda do mundo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-4249483498736183553?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/4249483498736183553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=4249483498736183553&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4249483498736183553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4249483498736183553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/galiza.html' title='Galiza!'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmLb1c5XA8I/AAAAAAAAAGE/9jP_aESC1ro/s72-c/Irej.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-1981583532467103091</id><published>2007-06-01T17:25:00.000-03:00</published><updated>2007-06-01T17:56:02.277-03:00</updated><title type='text'>72h (parte 3/3)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmCHKc5XAwI/AAAAAAAAAEk/6si16_0Lg98/s1600-h/Hotel.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071201794044396290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmCHKc5XAwI/AAAAAAAAAEk/6si16_0Lg98/s320/Hotel.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando acordei no dia seguinte fazia sol mas continuava um pouco frio porque trás-os-Montes fica bem alto e o Stephen já tinha ido embora e eu não podia pedir carona pros americanos porque eles estavam filmanto, por isso depois de tomar um banho só arrumei minhas coisas rapidamente, coloquei minhas duas mochilas nos ombros e saí, e eu tinha que tirar as mochilas das costas na recepção porque eu não passava com elas pela porta. Paguei a dona do hotel os 20 euros que faltavam e expliquei que eu precisava decidir pra onde ia porque só sabia que estava no norte de Portugal e tinha que estar na Galícia em uns dois ou três dias, sendo que Vidago que era onde eu estava nem aparecia no meu mapa. Então ela me deu um mapa da região e disse que não sabia como eu podia fazer, mas que os horários dos autocarros estavam num bar da cidade porque a rua principal estava em obras então os ônibus estavam passando fora da cidade, e Vidago é uma cidade muito pequena mesmo então não estranhei e segui o que ela mandou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao bar depois de perguntar pra algumas pessoas onde era e fiquei me decidindo se voltava para dentro de Portugal por Vila Real e talvez passasse em Braga de novo, e podia ir pra Guimarães onde queria ir antes e então para Valença do Minho e Tui, no sul da Espanha, que o meu amigo Guilherme Penin havia dito que era muito bonita, mas a outra opção era ir logo de uma vez pra Galícia por uma cidade que se chamava Chaves e era quase na fronteira. No bar havia uns velhos e um era galego com parentes no País Basco e por toda a Espanha e disse que se ele hoje fosse pra Chaves me levaria mas não ia, e também um outro era espanhol e ficou me dizendo que era bom que eu iria conhecer tanto a Espanha e que nem ele conhecia tanto. Mas decisiva mesmo foi a opinião da dona do bar, que disse que era melhor ir por Chaves mesmo se eu queria ir à Galícia porque do outro lado ia dar muitas voltas e ela nem sabia se tinha estrada, e me disse que o ônibus pra Chaves passava logo à uma e meia e já eram dez pra uma, então peguei minhas coisas e fui pra rotatória que me indicaram que era onde passaria o ônibus, mas lá também estava em obras por isso cheguei a ficar bastante confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo da região me pareceu tão amigável que decidi tentar pegar carona, e um ônibus passou mas não parou e fiquei aguardando e pela primeira vez na vida simplesmente com o polegar estendido no sinal universal de pedir carona, e uns 15 minutos depois realmente um carro parou, e era um furgão de empresa. O motorista se chamav&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmCGaM5XAuI/AAAAAAAAAEU/cxf9wgNKpjo/s1600-h/Artur.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071200965115708130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmCGaM5XAuI/AAAAAAAAAEU/cxf9wgNKpjo/s320/Artur.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a Artur e me disse que eu tinha dado sorte de pegar um carro de empresa porque os carros particulares param pouco e podem ser perigosos, e que ele rodava Portugal há seis anos entregando tintas e inclusive gostava do Brasil e iria para lá logo que pudesse com uma brasileira que morava em Portugal e era de Minas Gerais, e fiquei dizendo pra ele os lugares que ele tinha que conhecer no Brasil, e ele então disse que iria até o centro de Chaves mas antes iria parar pra comer num lugar perto e eu poderia ficar por lá, e eu respondi que se ele rodava Portugal há seis anos ninguém seria melhor que ele pra indicar um lugar pra comer e eu com certeza iria comer com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos ao restaurante que era muito limpo e servia refeições entre seis e sete e meio euros, então pedimos um bife de peru mas não tinha, e ele pediu uma vitela e eu carne de porco, combinamos de dividir uma garrafa de vinho e eu comecei a falar como era barato o vinho em Portugal e ele me disse então que era como o chopp no Brasil. Chegaram os pães e o vinho e depois a comida e tudo era numas porções bem grandes e eu comentei como a escolha do lugar tinha sido ótima e ele me mostrou uma foto da brasileira no celular e ela era uma mulata clara, e fiz uma brincadeira sobre ela e ele começo a falar que eles claro que não eram só amigos e então eu disse que no Brasil se diz que caminhoneiro tem uma família em cada Estado e ele também deve ter outras amigas, e comemos tudo e ainda tomamos café, mas no fim quando fomos pagar o garçom olhou pra nós dois e disse: ‘Quinze euros’, e então rachamos a conta e fomos pra Chaves. Entramos no carro e o Artur me explicou direito o que eu devia ver em Chaves e disse que já conhecia ali, e também me levou até onde depois eu podia pegar outra carona e eu disse que não sabia ainda se ia pegar outra carona ou se ia pegar o ônibus mesmo até Ourense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmCGd85XAvI/AAAAAAAAAEc/no1P5nvIL-s/s1600-h/ponte.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071201029540217586" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmCGd85XAvI/AAAAAAAAAEc/no1P5nvIL-s/s320/ponte.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Desci do carro e me despedi do Artur e fui carregando as mochilas até atravessar a ponte romana de Chaves, que era do ano 104 depois de Cristo e foi construída por Trajano, e fiquei observando todos os Joaquins passando de carro e a pé pela ponte e pensando que alguns deviam até nem saber disso, mas logo em seguida notei que aquela era a cidade deles e eu é que devia ser o idiota da história. Pensei um pouco na ponte que tinha 19 séculos e estava ali com escritos em latim sobre pedra sendo usada pelos portugueses e andei pelos jardins da margem do rio, que é o Tâmega, pensando que eu nem fazia idéia do nome das árvores e elas deviam se chamar freixos ou olmos e talvez a vegetação fosse uma charneca ou outro nome exótico, e logo perguntei onde ficava o castelo de Chaves e um velho na rua me respondeu e mostrou que estava muito perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmCGO85XAtI/AAAAAAAAAEM/aznQkQwxwnw/s1600-h/torre.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071200771842179794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmCGO85XAtI/AAAAAAAAAEM/aznQkQwxwnw/s320/torre.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Subi até o castelo, que era mais um forte com canhões e uma torrezinha e estava sem muita limpeza das pichações, e era cercado por uma cidadezinha do interior português. Larguei as mochilas num lugar meio visível porque já estavam pesando muito, e um velho inclusive disse que depois minhas costas iam reclamar disso mas eu disse que era jovem e minhas costas estavam praticamente de férias com isso, e olhei em volta e tirei umas fotos e subi no castelo por meio euro, e com isso vi o museuzinho militar na torre e também podia ver o outro museu, da Chaves pré-romana e romana. Entrei nos dois e deixei a mochila grande com umas mulheres que tomavam conta da torre, depois fui até um mosteiro medieval que agora é um hotel caro e onde tinha umas árvores e eu quis saber o nome delas, e perguntei o nome para a mulher que lavava o chão e ela me disse que eram amoreiras, então fui até lá e tinha amoras e comi algumas e percebi que estava ficando tarde e eu devia pegar a próxima carona durante o dia ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei de volta minha mochila e fui até onde o Artur tinha me indicado, e fiquei tentando um certo tempo pegar carona e os homens dentro dos carros ficavam apontando pra frente e eu não sabia o que era aquele sinal, mas logo um carro velho vermelho parou logo em frente e deu marcha a ré. O carro era particular como o Artur me disse que era raro parar e que podiam querer cobrar, e o cara dentro do carro era galego e me pareceu um pouco suspeito e perguntou pra onde eu ia, e eu disse que ia pra Espanha e era brasileiro e ele ficou feliz e colocou minha mochila grande no porta-malas respondendo que tinha duas brasileiras no carro e podíamos conversar. Mas quando eu entrei no carro vi que as duas não tinham ficado nada felizes de eu ser brasileiro e estavam tentando evitar conversa, e eram mulatas com cabelo alisado e quando falavam era óbvio que eram pessoas sem instrução, e logo percebi que eu não devia perguntar muito e fiquei falando com o motorista que minha família era da Galícia e tal, mas quando perguntei pra onde ele ia ele disse que ia pra logo depois da fronteira sem falar onde e que ia me deixar na gasolinera e de lá eu devia pegar outra carona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos a fronteira e uma das brasileiras comentou que uma vez estava cheio de polícia e eles fugiram por um lado e disso eu depreendi que elas eram ilegais, enquanto a outra ficava brincando com um celular que tocava músicas brasileiras populares. Quando chegamos à gasolinera desci e vi uma barraca onde estava escrito ‘LARANXA’ e isso me encheu de empolgação porque percebi que estávamos na Galícia e havia toda a Espanha multicultural logo adiante, então nem dei atenção pro cara do carro e disse adeus e comecei a andar pela estrada, que era de uma pista pra cada lado só mas bem conservada e tinha um bom acostamento, e fui em frente com as duas mochilas enquanto olhava pra paisagem cheia de umas árvores de flor amarela que depois descobri que eram acácias e eu respirava o ar galego, e depois de uns 15 minutos vi um lugar com uma placa Club alguma coisa na beira da estrada e o carro vermelho e velho que tinha me dado carona, e disso deduzi que as duas brasileiras deviam ser prostitutas e por isso tinham tanto medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei andando e então percebi que podia ter feito besteira porque não fazia idéia de quanto faltava pro povoado que eu achava que era logo adiante chegar, e fui me cansando e comecei a tentar pedir carona, mas os motoristas ou não olhavam ou faziam aquele sinal com um dedo pra frente que eu não sabia o que era, e teve até um ônibus pro qual eu pedi carona e que me fez aquele sinal com os dedos juntos pra cima que os italianos fazem quando estão inconformados. Andei uma meia hora e fui me cansando muito mas continuava estremamente empolgado e foi então que pensei que há apenas 72 horas eu estava em Coimbra decidindo se devia subir com os poetas pro norte ou se devia ir até Lisboa e pegar um avião, e esse pensamento me mantinha andando rápido até que cheguei a um lugar onde tinha um café e saía uma rua com casas, e fiquei aliviado porque achei que ali seria mais fácil pegar carona, porque lógico que as pessoas devem ter medo de dar carona pra alguém no meio da estrada mas se existe uma civilização perto a coisa fica mais plausível. Do outro lado tinha um lugar vermelho com uma placa ‘CLUB MOULIN ROUGE’, e disso eu deduzi que ali era outro puteiro e fiquei mais certo disso quando fui perguntar se passava ônibus ali e a mulher que atendeu era brasileira e uma outra que apareceu depois também, mas elas eram bem feias pra prostitutas e eu pensei que devia ser uma coisa bem deprimente a vida por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha uma parada de ônibus na frente e a puta ou cafetina me explicou que o último do dia já tinha passado e eu teria que pegar um táxi, mas resolvi dar uma última chance e ficar no ponto de ônibus com o polegar estendido até anoitecer. Foi uma boa idéia, porque depois de um tempo parou um carro e um senhor bem educado me perguntou aonde ia e eu disse que até Ourense ou Vigo, eu não sabia, mas que qualquer lugar naquela direção servia, pra ir ao menos até a cidadezinha de Verín, que ficava logo ali. E ele me disse que se chamava Ramón e era galego de Verín mas trabalhava em Portugal e nos últimos tempos ninguém mais pegava carona, e eu comentei das prostitutas brasileiras e ele disse que por alguma razão Verín tinha se tornado o centro regional das prostitutas e elas vinham do Brasil e também do Leste Europeu e que ele mesmo tinha se casado com uma colombiana mas era divorciado e sobrou a pequenina, e eu resolvi não perguntar se essa ex-mulher era puta também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ramón me disse que se eu queria carona para Ourense ele podia me deixar na gasolinera, mas eu achei melhor pegar um ônibus e então ele me levou até a rodoviária, e tinha um ônibus pra lá mas era o das 22 horas e eram sete e meia. Tinha uma casa de internet na frente e então falei pra ele que eu ficaria lá até as dez, e agradeci e entrei e fui ver meus e-mails e escrever pros amigos. Escrevi por um tempo e quando olhei o relógio do computador marcava 9 e 55 mas estava praticamente de dia lá fora e então um ônibus passou e eu paguei correndo e saí mas tinha perdido o ônibus. Uma velhinha na rua me disse que o ônibus fazia uma parada no hospital antes de ir e que os taxistas sabiam onde era, mas quando perguntei o taxista não fazia a mínima idéia de hospital nenhum e ficou me fazendo perguntas e eu percebi que tinha perdido o ônibus e eram 10 da noite e estava tudo fechado, mas por sorte estava claro e eu podia andar sem muito perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí procurando por camas e falando portunhol e me indicaram um lugar, e entrei numa pousada e havia pessoas tomando sopa e uma senhora meio mal-educada que pediu 20 euros no menor quarto e eu disse que então queria café da manhã e ela concordou, mas como eu não tinha dinheiro tive que ir tirar e no caminho perguntei noutros lugares e todos queriam 25 ou 30 euros, e foi quando me lembrei da minha amiga Jéssica de Braga que me disse que era péssima idéia chegar nas cidades à noite. Tirei o dinheiro e voltei e quis dar uma volta, mas a dona da pousada, que se chamava Mariña, disse que fechava media noche e já eram dez e media e não havia ninguém en la calle. Eu disse que voltaria a tempo e perguntei quanto era a sopa, e ela disse dois euros e eu achei caro e fui tentar comer em outro lugar e talvez comprar um guia pra me salvar, só que quando saí realmente estava tudo fechado e essa cidade era bem mais pobre do que as de Portugal e tinha mesmo casas caindo aos pedaços e nada daquela pobreza romântica das ruas medievais do Porto, e pensei que era uma puta besteira de turista ficar rodando numa cidade desconhecida às dez e meia da noite ainda que estivesse claro, porque as ruas estavam vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei pra pousada e pedi a tal sopa, que era de macarrão e podia-se comer uns pedaços de pão junto, e quando terminei disse que ia dormir e pedi a chave e ela falou que me levaria até o quarto. Subimos dois andares e chegamos num andar que cheirava a mijo e ela me guiou até o fim do corredor, onde abriu uma porta e tinha um quarto minúsculo e ela disse que vinte euros era esse, e a cama era forrada com um tapete de feltro cinza com bolinhas coloridas como aqueles onde dormem cachorros e ela disse que não encontrava a chave fazia dois dias mas que eu podia colocar a cadeira contra a porta e ninguém ia me incomodar. Foi embora e eu resolvi que a única coisa a fazer era dormir e fiquei puto comigo de não ter escutado o conselho da Jéssica e de ter perdido o ônibus pra Ourense, e isso apesar de que o ônibus ia chegar num horário pior ainda e Ourense também não é uma cidade pra turistas, e fiquei me sentindo um puta de um turista idiota que está pedindo pra ser roubado e levarem tudo embora ou pior, e isso que o meu passaporte tinha ficado com a dona como eles sempre fazem nas pousadas por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui escovar os dentes e o banheiro cheirava mal também e era sujo, e quando fui dormir notei que minhas costas estavam doendo absurdamente por causa das mochilas e a cama mais parecia uma cova com um buraco que tinha no meio e provavelmente amanhã eu ia acordar mais moído ainda, e ainda corria o risco de me roubarem à noite, então tentei ouvir um pouco de música pra me acalmar mas a cada vez que a luz do corredor se acendia, e a minha porta era de vidro, eu tomava um puta susto, então decidi ver se a cama se mexia e vi que ela tinha rodinhas, por isso coloquei a própria cama contra a porta e fiquei pensando na melhor coisa a fazer se alguém tentasse entrar, que não devia levantar pois isso ia deixar a cama mais leve. As costas doíam e por isso fiz um bolinho de roupa e tentei compensar o buraco e até funcionou mas mesmo assim demorei muito pra dormir e decidi encerrar a minha carreira de caronista e comprar um guia no dia seguinte, além de não ir pra Ourense coisa nenhuma e pegar logo o ônibus pra Vigo, onde eu ia encontrar gente conhecida e era mais turístico. Enquanto mudava de posição tentando para a dor nas costas pensei que era a primeira vez na viagem em que fiquei totalmente sozinho e com gente suspeita num país onde não falam a minha língua e isso só ia piorar no Leste onde eu nem conseguiria me comunicar com a polícia em alguma emergência, e então pela primeira vez e depois de uma semana de festa e pessoas incríveis e diferentes minha garganta foi tomada de uma vontade angustiante de estar simplesmente na minha casa e ter uma família e amigos pra quem telefonar ao menos, e sabendo que isso não ia acontecer nos próximos dois meses e depois por um ano inteiro, e foi nessa hora que depois da empolgação da partida e de explorar um país divertido e rir dos costumes locais, e depois de conhecer poetas do mundo todo e ficar rodando por uma cidade universitária com eles pela madrugada, e depois do furor todo da viagem com um adolescente de 68 anos e que viajou com o Ginsberg e o Kerouak, e da saída inesquecível do meio de Portugal até a fronteira em 72h e de atravessar a fronteira de carrona com imigrantes ilegais e me empolgar a pé com duas mochilas pelos campos da Galícia, então depois de tudo isso finalmente e sem consiência pela dor e pelo medo e pela angústia, eu tinha deixado de ser um turista e era um viajante sem amigos ou familiares e sem importância nenhuma pros habitantes locais e essa era realmente a terra desconhecida aonde eu tinha chegado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-1981583532467103091?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/1981583532467103091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=1981583532467103091&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/1981583532467103091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/1981583532467103091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/06/72h-parte-33.html' title='72h (parte 3/3)'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RmCHKc5XAwI/AAAAAAAAAEk/6si16_0Lg98/s72-c/Hotel.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-9163602119886277841</id><published>2007-05-31T11:26:00.000-03:00</published><updated>2007-06-01T17:27:53.846-03:00</updated><title type='text'>72h (parte 2/3)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bateram na minha porta várias vezes e então ouvi a voz do Stephen, 'Ronaldo, is it noon already?', e ele disse que tinha visto o sol lá fora e o jornal na tevê então devia ser meio dia, mas eu olhei meu iPod e eram sete da manhã, então falei isso pro Stephen que pediu desculpas e disse que nesse caso eu podia voltar a dormir, dormi mais um pouco e quando acordei já eram 11 e pouco, então saí e perguntei pelo Stephen mas a recepcionista e dona do lugar disse que ele tinha saído, e eu aproveitei pra tomar um banho e ficar pronto pra meio dia, mas quando desci ele não tinha voltado então peguei minhas malas e um livro e fiquei lendo. Logo depois ele voltou e perguntou se alguém tinha chegado e eu disse que não, e ficamos discutindo se devíamos deixar as malas no quarto e pagar a próxima noite ou não, mas a dona disse que tínhamos que decidir logo pra eles poderem arrumar as camas, e resolvemos que íamos esperar a Nora e seus amigos chegarem pra darmos a palavra final.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Nora logo chegou sozinha e disse que os amigos tinham ido p&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rl_npc5XAsI/AAAAAAAAAEE/v48dNgJEwQA/s1600-h/Vinho.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071026404759896770" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rl_npc5XAsI/AAAAAAAAAEE/v48dNgJEwQA/s320/Vinho.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;rocurar o tripé da câmera que eles haviam perdido no mato, e sentou-se um pouco e os dois fumaram cigarros e então ela começou a contar essa história sobre como tinha sido dificil ficar sozinha com um casal na casa, e sobre as disputas internas femininas pela supremacia apesar de ela ser amiga do português desde criança e nunca ter rolado nada, e sobre como ficou mais fácil quando depois de três semanas e ela já estava enlouquecendo chegaram outras pessoas, e foi então que entendemos que toda a equipe eram os três e mais um carinha que entendia de filmes e havia chegado fazia pouco tempo, e que inclusive era por isso que ela chamava os amigos que estavam por perto pra estarem um pouco com eles. E também ela comentou sobre a falta de perspectiva deles e que eles queriam só fazer sucesso e ir pra MTV e não gostavam de ser políticos nas discussões então ela como estava sozinha ficava meio acuada mas estava bem desapontada com os jovens americanos que não ligam pro mundo e o Stephen lembrou que essas pessoas são filhos dos jovens de 68 e que era surpreendente que filhos de gente que trabalha em organizações de desenvolvimento fosse tão sem perspectiva, mas eu e a Nora discordamos e dissemos que essas organizações nem eram tão altruístas assim e que talvez até fosse por isso a desilusão, e a Nora disse que isso apesar de eles terem incorporado o meio ambiente e o auxílio e tal, e o Stephen disse que não era tanto incorporado quanto se apropriado e então os cigarros acabaram e achamos que era hora de almoçar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Procuramos algum lugar pra comer e não havia como sentar fora como o Stephen queria em lugar nenhum, porque parece que há uma lei local que proíbe servir comida fora, de forma que tivemos que entrar e comer frango e porco dentro do restaurante, que estava um pouco abafado, mas a comida era ótima, e quando terminamos esperamos mas os outros não chegavam e decidimos ir telefonar. Eu e o Stephen rachamos a conta porque a Nora tinha perdido todo o dinheiro dela e a maquiagem numa sacolinha e não sabia onde, mas não parecia muito preocupada porque tinha um cartão. Meu cartão telefônico tinha sumido e tivemos que usar moedas, mas eles ainda não atendiam então a Nora disse que podíamos andar e eram apenas 15 minutos até a casa. Antes passamos no supermercado e a Nora sacou dinheiro e comprou umas cervejas, depois pediu pra eu guardar o troco e ser o banco dela até chegarmos na casa. Na saída ela pediu pra tomar a cerveja dela e contou uma história sobre como eles tinham visto um dia uma cobra gigante na estrada e ela estava quase morta, então eles a viram morrer e quando passou um camponês com um tridente pediram pra ele levantá-la e tiraram uma foto deles, depois pediram pra ele correr atrás da sua mulher com a cobra e os dois protagonizaram essa cena em que ela fugia e ficava batendo nele enquanto ele corria atrás dela com a cobra muito feliz. Depois decidiram levar a cobra pra casa e comê-la, mas quando abriram tinha uma outra cobra com três quartos do tamanho dela dentro dela, e eles cozinharam as duas e comeram, e a carne tem gosto de alguma coisa entre porco e frango, e em seguida estiraram os couros e puseram pra secar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rl_nUM5XArI/AAAAAAAAAD8/h_W5cxnMYuc/s1600-h/Bar2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071026039687676594" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rl_nUM5XArI/AAAAAAAAAD8/h_W5cxnMYuc/s320/Bar2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A viagem demorou bem mais que meia hora e eu estava bem impressionado com o passo do Stephen, que suava muito mas falava também e quase conseguia nos acompanhar. Passamos por uma ponte de pedra com cara antiga e a Nora disse que estávamos perto de um bar e o Stephen disse que então íamos parar lá, e pedimos umas cervejas e tivemos uma conversa fantástica sobre Portugal e a vila e ela contou essa história sobre a angolana que era odiada porque era a única negra da cidade e havia roubado o namorado da filha de uma família local importante, e falamos um pouco dessas histórias pequenas e o Stephen contou pra ela sobre como estávamos comentando que foi legal ela desabafar sobre a vida dela com o casal, e eu disse que foi mais excepcional ainda porque tínhamos estado com os três na noite anterior e parecia com uma peça de teatro na qual se vão descobrindo as coisas horríveis por baixo das aparências de normalidade e felicidade. Então a negra, que se chamava Val, passou, e a Nora cumprimentou ela com um Olá e ela era uma mulata bem clara e eu disse que estava imaginando uma negra mais escura, e tiramos umas fotos e fomos embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andamos mais um pouco com o Stephen reclamando da distância e víamos vários velhinhos e velhinhas subindo ou descendo aquela estrada cercada por vinhedos, e eu perguntei se todos produziam vinho mas a Nora não sabia dizer, apenas que tinham roubado a destilaria da família do Gabe uns dias antes de eles chegarem. Chegamos à casa junto com o casal e tinha um outro cara que no começo achei estranho porque era um cara loiro meio sujo com um bigodinho fino e cabelo bagunçado mas penteado todo pra um lado, e eles disseram que o tripé estava exatamente onde eles tinham deixado e ninguém na vila mexia em nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Juntamos as coisas e a Nora colocou sua barriga postiça e fomos num carro filmar, e na casa de pedra havia uma mulher e duas senhoras que ficaram discutindo qual delas era a mais velha, e uma tinha certeza que já tinha feito 90 anos mas não sabia dizer em que ano tinha nascido, então eu contei isso pro Stephen e ele ficou me incitando a perguntar coisas pra elas, e descobrimos que elas sempre trabalharam nas vinhas até só dois anos atrás e se chamavam Carlota e Ricardina e a Carlota tinha filhos na América mas não sabia dizer onde e subia todos os dias a ladeira até sua antiga casa para cuidar da horta e tinha ido uma vez à França e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071025794874540706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rl_nF85XAqI/AAAAAAAAAD0/yfRfwOlGChg/s320/DSC00178.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então fizemos silêncio pra eles filmarem essas cenas no qual o Gabe achava a Nora no rio e a levava para a tia dele no filme, e o cara local que se chama Rubens e faz o estuprador no filme apareceu com um amigo porque não sabia se tinha cenas com ele mas não tinha, então eles ficaram assistindo só, e aí fomos embora pra casa, onde vimos e-mails e o Gabe, o Stephen e a Nour, que não se chamava Nora mas Nour e algum nome árabe, ficaram discutindo seus trabalhos de artistas plásticos e a Nour nos mostrou o filme com o qual ela tinha concorrido a Frenois que era sobre Jesus Cristo mas num ritmo meio videoclíptico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ficamos mais um pouco lá tomando cerveja e chá de hortelã porque todos na casa estavam meio resfriados principalmente a Katie, e então saímos pra jantar e eles disseram que íamos numa Pizza Hut e o Stephen ficou meio contrariado, então eles encontraram um iPod e ficamos o caminho todo ouvindo várias vezes The Rhythm of the Night, e quando chegamos não era uma Pizza Hut mas uma pizzaria chamada Fernando que servia uma pizza meio parecida com a brasileira, e pedimos umas diversas e um pouco de vinho e jogamos um jogo de cartas chamado Bullshit, e o Stephen ganhou e depois eu ganhei e aí comemos e a pizza estava muito boa e era gigante, e só eu e o Stephen comemos tudo e os demais guardaram pra outro dia a deles. Depois o casal e a Nour foram jogar pebolim e eu e o Stephen e o Daniel, que era a quarta pessoa, ficamos conversando um pouco sobre o que fazíamos. Dividimos a conta e voltamos e a Katie insistiu em tocar The Rhythm of the Night todo o caminho e eu fiquei convencendo o Daniel a ir pro Brasil mas não pra São Paulo a não ser que ele conheça alguém lá, e o Stephen queria ir pra um bar e a Nour ia conosco, mas chegando lá ela disse que estava cansada então eles deixaram nós dois no nosso hotel, e o Stephen tinha que pegar um ônibus até Lisboa pra pegar o vôo de volta no dia seguinte então nos despedimos, e o Gabe disse que dia 23 começava a exposição dos trabalhos dele em Lisboa e eu respondi que achava que ia estar em Lisboa nessa época e ele me disse pra com certeza ir visitá-lo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu e o Stephen tocamos a campainha mas ninguém atendeu de novo, então tentamos abrir a porta e vimos que estava aberta e minha chave estava na recepção e o Stephen estava com a dele, mas queria tomar um vinho antes de dormir e não havia ninguém, e decidimos vasculhar a cozinha e achamos uma geladeira mas procuramos vários vinhos e só havia brancos e o Stephen queria um tinto, que eu apontei que devia estar em outro lugar por causa da temperatura, e ele concordou mas achou melhor pegarmos um branco do que invadirmos ainda mais o lugar, e ele tirou o abridor que sempre carregava e abriu o vinho. Logo depois a dona chegou e não se importou nada de termos aberto, e ainda estávamos no restaurante do hotel, e comentamos que éramos as únicas pessoas desde que tínhamos chegado e que os negócios deviam ir mal, e logo em seguide decidimos subir pro quarto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No quarto falamos um pouco mais e o Stephen disse que estava reticente no começo porque não queria trazer pra conhecer a amiga dele com quem ele queria algo mais apesar de ela ter 22 anos um cara jovem, e que era a mesma coisa com o Márcio, mas que agora tinha ficado muito feliz de eu ter ido com ele, e logo depois disse que precisava pegar o ônibus das 8 e meia pra Lisboa então ia dormir. Perguntei se ele queria rachar as garrafas, e ele disse, 'You don't mind, do you?, unless you are travelling on a shoestring', e eu disse que não sabia o que era isso, e ele explicou que era com dinheiro contado, e eu disse que um pouco por causa do ano seguinte em Paris, mas que não era nada muito estrito, então ele desceu pra pagar a sua conta e voltou dizendo que a dona do lugar deu as garrafas em cortesia, e que isso era muito generoso, e eu disse que nem era essa a palavra, que nem tinha palavra pra um estabelecimento comercial que oferece coisas de graça pra quem não vai voltar, então nos despedimos e ele conferiu o endereço dele e disse pra eu escrever ou telefonar quando estiver em Paris e pegou metado do vinho que sobrou e foi embora. Liguei a tevê e fiquei assistindo a um stand-up comedy português até terminar a minha metade do vinho e então dormi.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-9163602119886277841?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/9163602119886277841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=9163602119886277841&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/9163602119886277841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/9163602119886277841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/05/72-parte-23.html' title='72h (parte 2/3)'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rl_npc5XAsI/AAAAAAAAAEE/v48dNgJEwQA/s72-c/Vinho.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-1793815275186812976</id><published>2007-05-30T15:29:00.000-03:00</published><updated>2007-06-01T17:28:12.721-03:00</updated><title type='text'>72h (parte 1/3)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rl_lys5XAnI/AAAAAAAAADc/6vTxQgdqqjU/s1600-h/Porto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071024364650431090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rl_lys5XAnI/AAAAAAAAADc/6vTxQgdqqjU/s320/Porto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os poetas e convidados tinham acabado de voltar do almoço de encerramento enquanto eu me molhava por Coimbra e eu os encontrei no saguão do Astoria da cidade, que dizem que foi casa do Rei em alguma época, e o Stephen comprou garrafas de vinho e distribuiu, como ele costumava fazer. E então ficamos tomando e conversando sobre as últimas coisas do encontro porque o Chan, chinês, tinha que ir embora e também o poeta russo. Quando foram os que sobraram, que eram eu, o Stephen, o Jon, o Márcio-André e a Ana Raquel, mais a organizadora e o João e as meninas que a ajudavam, fomos todos comer num restaurante típico qualquer porque os que procuramos e que a organizadora conhecia estavam fechados. Então no fim o Stephen pagou toda a conta e fomos para outro lugar, onde nos sentamos e eles estavam discutindo o que fariam depois e que iriam para o Porto, e foi aí que fiquei sabendo que ia haver uma caravana para o Porto onde o Jon Morley ia fechar seu livro durante duas semanas, e disse que era uma pena que eu já tivesse ido para lá porque iria em seguida pra Galícia e seria uma boa subir pro Porto antes, e além do quê seria até mais barato pegar um avião de Lisboa pra Vigo depois. Mas então o Márcio disse que tinha um ticket e não ia usá-lo porque eles iriam de caravana e que por isso eu podia ficar com ele, e a princípio eu recusei mas depois a idéia foi se cristalizando cada vez mais na minha cabeça, em especial quando o Stephen disse que ia subir até quase a fronteira com a Espanha depois, para assistir à filmagem de uma amiga sua. Pirei na idéia de sair numa road trip com um remanescente da época das verdadeiras road trips, e que além disso mora em Paris, para onde eu vou agora, mas ele pareceu um tanto reticente e eu ainda não sabia o porquê, mas insisti um pouco e então ele disse que não haveria problema, mas que não sabia se havia lugar pra mim no hotel que a amiga dele tinha reservado pra ele, e disse também pra mim, 'But she's mine'.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Descobri logo em seguida que efetivamente havia lugar no carro da Ana Raquel, mas em vez de pedir pra ir junto na hora resolvi perguntar pra Francisca se ela não queria ir. A Francisca era da organização e tinha 19 anos e era de uma beleza renascentista dessas que não se nota logo no primeiro dia mas que vai se impondo aos poucos até que depois de algum tempo você quer simplesmente se ajoelhar quando ela faz alguma brincadeira infantil com as mãos ou canta sozinha. Mas eu ainda não estava sob esse efeito, só que todos os outros parece que sim e ficavam disputando a atenção dela e foi por isso que ela foi designada para levar os poetas pra casa à noite, porque ninguém mais no mundo conseguia concentrar a atenção deles depois de uma certa hora, mas ela parecia nova demais pra entender esse seu poder e ficava tentando fazer a coisa da forma errada e empurrando eles, de forma que caíam e até no outro dia ela e o Jon tinham se ralado inteiros em algum gramado por causa disso. Mas ela sempre dizia que tinha um namorado que morava na mesma aldeola, como ela mesma dizia, de onde ela vinha, e por isso todos os demais ficavam num misto de esperança e frustração que dava à coisa toda uma dinâmica de corte trovadoresca ou, e melhor dizendo, adoração religiosa, e eu apenas ficava olhando enquanto vários poetas disputavam a atenção da Francisca, e o Stephen chamava a ela de Francesca em italiano e ficava fazendo poeminhas com o nome Francesca, até que ela se cansasse e o mandasse parar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fomos para mais um bar no caminho do Astoria e foi então que notei que eram quase cinco da manhã e meu trem partia às onze e por isso fui embora e isso sem nem me despedir, o que causou sérios problemas porque eles me procuraram um bom tempo antes de decidir ir assistir ao nascer do sol na ponte e ir diretamente para o Porto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acordei no residencial Paris e logo abri a porta e perguntei à Donca que era a dona do lugar que horas eram e ela me disse que eram dez e trinta e cinco, e eu sabia que meu trem partia às onze por isso arrumei tudo o mais rápido que pude, paguei a Donca e fui para a estação bem a tempo de pegar o comboio de Coimbra A para Coimbra B, de onde fui direto para o Porto. Chegando lá acabei conversando uma meia hora com uma brasileira que encontrei por acaso na rodoviária pedindo informação, e ela se chamava Karen e era carioca e conhecia o Márcio-André, e eu peguei o telefone dela e disse que ligaria mas acabei depois não ligando, porque fui comer um prato típico chamado francesinha, depois numa casa de uso de internet e depois liguei para a Ana Raquel, que já estava no Porto e à beira do rio com os poetas. Fui até lá com minhas malas e encontrei todos bebendo alguma coisa sem terem dormido, e lá estava a Francisca que decidiu ir ao Porto mesmo tendo aulas no dia depois que nós a convencemos de que não podia perder a oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Falei ao Márcio-André da Karen mas ele não conseguia se lembrar quem era, e então discutimos o que íamos fazer e o Stephen disse que ia no próprio dia à noite para Vidago, que nem constava no meu guia de viagem, e que eu podia ir no dia seguinte, mas eu queria era viajar junto com o Stephen então eu disse que iria naquele mesmo dia com ele. Chegaram as francesinhas deles e as comemos, e eu rachei uma com a Francisca apesar de ter acabado de comer outra porque ela disse que não conseguia comer sozinha, e o Jon pediu outra coisa porque não sabia que a francesinha levava carne, entãao a Ana Raquel comeu a dele, e depois o Jon e a Ana Raquel iam entrevistar o Stephen mas o Márcio-André não falava inglês bem e ficou um pouco entediado, então ele, eu e a Francisca fomos andar pelo Porto, e subimos várias escadas tentando cegar à catedral da Sé, até que terminamos num muro com um portão trancado, e o Márcio queria descer e dar a volta mas a Francisca decidiu que nós iríamos pular o muro e começou a subir nas pedras, e aí eu fui também e o Márcio ficou reclamando que tinha 30 anos e estava com objetos, mas aí logo depois subiu nas pedras e na grade e deu um salto incrível pro outro lado. Subimos mais um pouco e encontramos um arco medieval, e ficamos discutindo sobre quão fantástico era morar ali, logo de frente pra um arco medieval, e tiramo&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rl_lys5XAoI/AAAAAAAAADk/-GZ2ibpQacw/s1600-h/Francisca.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071024364650431106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rl_lys5XAoI/AAAAAAAAADk/-GZ2ibpQacw/s320/Francisca.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;s uma foto e fomos até a Sé, mas quando chegamos lá eu tinha esquecido meus óculos e desci correndo para pegá-los e encontrei com a moça que tirou a foto e ela estava indo levá-lo pra mim lá na Sé. Agradeci e quando voltei o Márcio e a Francisca ficaram me enchendo dizendo que a porta da Sé havia acabado de fechar e tínhamos perdido o interior por minha causa, e a Francisca estava preocupada com o horário do seu comboio pra Coimbra e eu disse que não havia problema porque eu sabia o caminho de volta e dava tempo de vermos outras coisas no Porto, e então levei os dois para ver a Estação São Bento e a Avenida dos Aliados onde está a estátua de Dom Pedro, e eles ficaram bastante impressionados com como a cidade é fantástica, e então eu disse que esse era apenas o centro turístico e onde morava uma classe média baixa e até gente pobre, e que os ricos moravam em outro lugar mais moderno porque Porto é o centro financeiro de Portugal e devia haver uma parte mais moderna.Voltamos correndo passando pelo Palácio da Bolsa e o Jon havia pago a conta eles estavam nos esperando para ir embora, e apenas pedi para o garoto que servia junto com a avó tirar umas fotos nossas e partimos. A Ana Raquel e o Stephen e a Francisca estavam com muita pressa, e eu os segui mas o Márcio e o Jon ficaram ou voltaram por algum motivo por isso quando chegamos ao carro estavam todos meio bravos, em especial o Stephen que estava muito nervoso com o horário do ônibus para Vidago.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saímos correndo e fomos levar a Francisca ao trem, que era antes, e o Jon e Márcio ficaram insistindo para ela ficar mas ela tinha aula naquele dia e não podia de forma nenhuma porque já tinha perdido muitas aulas por causa do Encontro, e isso mesmo sendo que estava no primeiro período que a Ana Raquel tinha dito que não era muito importante. Despedimo-nos todos da Francisca, que tinha me dito que chorava como uma parvinha, foi assim que ela falou, em despedidas, mas que não chorou porque nem teve tempo, e o Stephen já estava nervoso com o horário do seu ônibus, então voamos de volta procurando a rodoviária. Mas a rodoviária ficava numa rua que se chamava Travessa Passos Manuel, e que não existia em nenhum dos mapas, e só eu que já conhecia o Porto sabia que isso queria dizer que ela é uma travessa da Rua Passos Manuel. Fomos até lá e o Stephen foi ficando cada vez mais nervoso, e quando chegamos a uma quadra de onde o mapa indicava a cidade estava toda em obras. Então eu sugeri que eu e o Stephen descêssemos mas a Ana Raquel queria nos levar até o lugar e começou a tentar dar a volta, mas o centro de Porto é cheio de ruas caóticas e com as obras não se chegava de forma nenhuma à rodoviária. Ela teve que aceitar minha sugestão e eu e o Stephen saímos correndo com as malas e o Stephen já tinha me dito que tinha 68 anos mas correu muito e ficava me dizendo, 'Ronaldo, ask these guys, Ronaldo, is it here, Ronaldo, that guy may know' e correndo, e então pegamos várias instruções mas chegamos num beco, e um homem nos disse que tínhamos de pegar o ônibus no Mercado do Bolhão e eu disse isso pro Stephen que ficou putíssimo e saímos correndo de novo, mas quando chegamos lá nos disseram que era mesmo lá onde tínhamos estado que se pegava o autocarro, e o Stephen com raiva, 'Ronaldo, these guys don't know their fuckin' city', e então uma senhora com o filho nos conduziu até o beco de volta e realmente havia uma placa escrito Rodonorte que não tínhamos visto, mas já tinham passado 15 minutos das 8 e o Stephen nem estava mais correndo. Quando chegamos descobrimos que nem mesmo havia um trem das 8, só sextas e domingos, e que o trem então era 9 e 20, e o Stephen ficou puto e aliviado ao mesmo tempo, então perguntei meio sem jeito se ele queria passagem de idoso e ele disse que era senior citizen, compramos as passagens e fomos tomar umas cervejas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Stephen estava com a camisa encharcada e foi se lavar um pouco, e ele tinha usado a mesma camisa roxa nos outros dias e só então percebi que nas malas dele não tinha nenhum espaço pra outras camisas, então ele não tinha outras como eu e o Márcio chegamos a cogitar e estava usando aquela realmente todos os dias. Tomamos cerveja e eu contei pra ele da minha situação de advogado e estudante em Paris e tal, mas ele continuava me chamando de Ronaldo e de vez em quando acho que de Arnaldo, e nesse momento não falei mais e decidi que assim que pudesse ia colocar minha camisa do Brasil pra entrar no personagem. Pagamos as cervejas e ele foi telefonar pra amiga dele em Vidago, e no bilhete dizia que era 23 horas que chegava o ônibus, e foi isso o que eu disse pra ele. Mas quando entramos o motorista nos explicou que na verdade era 23 horas em Vila Real, de onde íamos pegar outro ônibus pra Vidago, que chegaria às 23 e 50. O Stephen ficou bem puto porque não entendeu o sistema e eu nem falei nada, e até tentei ver se conseguia usar meu cartão de telefone num celular mas não era possível, e decidimos ligar de Vila Real.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conversamos no ônibus e dormimos um pouco, e quando chegamos em Vila Real pedi pra telefonarmos e o motorista disse que o outro carro já estava saindo. Saímos do mesmo jeito e o Stephen telefonou enquanto eu fui no banheiro e quando o encontrei ele disse que ninguém tinha atendido mas ele tinha deixado um recado e queria uma cerveja, mas respondi que o motorista parecia apressado e realmente quando chegamos o ônibus já tinha começado a andar, e estava com nossas bagagens então saímos correndo e descobrimos que o motorista tinha tentado nos pegar na frente da rodoviária, mas o Stephen continuava meio puto e disse que estava assim porque não conhecia todas as pessoas que estavam no filme, só uma atriz, e que os outros podiam ficar putos e ela podia nem estar no carro pra nos buscar. Andamos mais um pouco em silêncio até que finalmente chegamos e era quase meia noite mesmo, e havia só umas senhoras esperando num carro e elas nos disseram que haviam acabado de ir embora dois homens esperando alguém, só que a motorista não sabia dizer se estavam nos procurando porque não tinha falado com eles. Ficamos procurando alguém ou um telefone ou algum lugar aberto, e a cidade parecia muito pequena mesmo mas encontramos um telefone e um lugar que estava fechando, e enquanto o Stephen telefonava eu fui saber se alguém tinha nos procurado ou se havia hotel na cidade. O lugar estava fechando e a mulhar que limpava me olhou um pouco desconfiada, mas o dono falou que podia nos vender umas cervejas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Stephen por sorte tinha conseguido falar com a sua ami&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rl_mQM5XApI/AAAAAAAAADs/Lw1Nz9lOAe0/s1600-h/Bar.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071024871456572050" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rl_mQM5XApI/AAAAAAAAADs/Lw1Nz9lOAe0/s320/Bar.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ga que se chamava parece que Nora, então ficamos esperando enquanto tomávamos e tocava uma música americana acho que do Coldplay, e o dono ficou por lá esperando os cascos, e comentei com o Stephen que isso devia ser algo muito importante para eles, e ele concordou e disse que era em consignação. No fim eu já tinha terminado a minha cerveja e o Stephen não, porque foi mijar já que não podia entrar no bar, e por isso o dono do bar disse para o Stephen que era pra deixar o casco escondido num canto, mas o Stephen virou a cerveja toda e devolveu, então o cara teve que voltar e deixar o outro casco no balcão. Fomos esperar na frente de uma pracinha e logo o carro chegou, com duas meninas e um cara, e o cara era português e tinha uma casa lá mas morava em Nova Iorque, e também a Nora amiga do Stephen, que era egípcia ou libanesa ou neozelanesa não ficou muito claro, e notei então que o Stephen usava critérios meio wildeanos pra escolher os amigos, e que eu tinha muito que conhecer esse cara em Paris. O Stephen logo me apresentou como Hector, mas eu disse, 'Geraldo', e vi que a outra menina era uma americana também bonita mas em seguida percebi que os dois eram um casal porque seguraram as mãos quando chegamos ao hotel. Os três tinham estado lá antes e tocado a campainha mas ninguém atendia, por isso estavam achando que podíamos ter que ficar num lugar mais caro, e como custava 50 euros o quarto eu disse que podíamos rachar um, mas o Stephen disse que roncava muito e eu não ia agüentar, e eu disse que por mim tudo bem mas resolvemos tentar de novo o hotel onde ele tinha reserva, e que a mulher tinha dito que custava 20 euros o quarto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tocamos a campainha umas duas vezes e então atendeu uma mulher, e entramos e o Stephen disse, 'Your job is to get her to sell a bottle of wine, Ronaldo'. Pedi e ela disse que vendia e fomos os cinco tomar vinho, e foi quando descobrimos que o tinto espumante é uma especialidade regional de Trás-os-Montes mas não é muito bom. Ficamos tomando de qualquer forma e tivemos conversas ótimas e o Stephen contou que um amigo dele o definia como The oldest teenager alive e isso o deixava muito orgulhoso, e também sobre a Francesca, que ele tinha ficado provocando o Encontro todo e que não era tão inocente quanto imaginávamos, e eu disse que tinha achado ela bem inocente, mas ele disse que não e contou uma história em que ela dizia, 'Dont't you realize that I, too, can be ironic?', e outra em que ele dizia, 'Your name is one to be whispered on the ear, Francesca, Francesca, Francesca', e ela, 'Stop, you can't say this to me, I'm only eighteen', mas ela tinha feito 19 durante o evento. Então descobri que os três são artistas, o português se chama Gabriel, a namorada dele Katie e todos são filhos de gente meio importante, e inclusive o pai do Gabriel é Presidente do Banco Mundial do Brasil mas ele é um artista, e estavam filmando há quase dois meses na cidade e era um filme em português sobre o aquecimento global no qual Vidago era a última vila do mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A garrafa acabou e os três foram embora, e o Stephen disse, 'Geraldo, if you want we can share another bottle of wine, but even if you don't please get me one', e claro que eu quis e então subimos para o quarto e falamos um pouco sobre o trabalho dele como artista e sobre como ele era professor de literatura aposentado mas dava muitas palestras, e sobre a Francisca e sobre a Nora, e ele disse que não devia ter dito na mesa que era óbvio que eles três eram meninos ricos, e quando a garrafa terminou ele foi para o quarto dele e disse que no dia seguite os três iam nos pegar ao meio dia, então que eu devia estar pronto, e vimos que o café custava 2 e 50 e era só das 8 às 10, e decidimos que não íamos nos preocupar com o café e apenas acordar pra quando eles chegassem ao meio dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-1793815275186812976?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/1793815275186812976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=1793815275186812976&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/1793815275186812976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/1793815275186812976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/05/72h-parte-1.html' title='72h (parte 1/3)'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rl_lys5XAnI/AAAAAAAAADc/6vTxQgdqqjU/s72-c/Porto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-4409218140825614432</id><published>2007-05-28T12:35:00.000-03:00</published><updated>2007-05-28T13:01:41.533-03:00</updated><title type='text'>O Encontro não terminou, só mudou de lugar</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rlr4wBlJAkI/AAAAAAAAADM/Rfb_hokOSkA/s1600-h/069.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069637834500538946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rlr4wBlJAkI/AAAAAAAAADM/Rfb_hokOSkA/s320/069.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi mais o menos assim que aconteceu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava nas minhas conjecturas sobre se ia ver os mosteiros centrais em Portugal ou se comprava uma bicicleta quando o Márcio-André, que já deu as caras por aqui, me informa que está vindo com o Jon passar ao menos um dia no Porto. Eu já tinha ido ao Porto, pensei, embora tenha deixado escapar a mais tradicional atividade local, que consiste em beber vários tipos de vinho à beira do Douro e ficar falando sobre como eles são diferente uns dos outros com palavras como 'amadeirado' e 'abacaxi'. A companhia era boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas duas circunstâncias foram decisivas: primeiro, o poeta carioca tinha uma passagem e ia perder a viagem, como alguém já disse, de forma que eu até voltaria de graça; mas, segundo, o motivo pelo qual ele não ia usar a passagem era que viria pra cá em caravana com a poeta portuguesa Ana Raquel Fernandes, que não tinha aparecido na nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre ser de graça, claro que podem me reprovar e aposto que minha avó não ficaria muito orgulhosa dessa parte exceto pelo um pouquinho de ascetismo quase espiritual da coisa, mas a realidade é que aqui vivo, e mesmo procuro viver, como remediado mesmo. Note-se contudo a preposição que é meramente comparativa, já que, como quem faz pindura sabe bem, a classe das pessoas desprovidas de recursos é muito diferente da das pessoas que &lt;em&gt;dispõem&lt;/em&gt; dos recursos, mas &lt;em&gt;não desejam&lt;/em&gt; pagar a conta. Confundir as duas é gafe na certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, consciente, tenho no viver na berlinda um certo prazer entre elevado e mesquinho. Ana Raquel, muito atenciosa, até chegou a me reprovar o estar comendo quase sempre uma única refeição por dia, dizendo que preciso comer ou não chego a Moscou. Ontem, por exemplo, meu café da manhã foi meio que um misto quente local (a €0,95) e o almojanta uma sopa de legumes de 1 euro, mais um pão por €0,30. Com uma vista de um jardinzinho fantástico (ao lado), mas de 1 euro. Depois acabamos comendo num lugarzinho, que como tudo por aqui lembra a crônica homônima do Veríssimo (acho que tá no &lt;em&gt;Orgias&lt;/em&gt;), mas tenho ficado nessa. E ninguém no Encontro acreditava nos meus albergues de 10 e 15 euros, alguns com café da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, vim, e com passagem, sem pagar os 20 euros. Mas o principal: descobri que o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stephen_Rodefer"&gt;Stephen Rodefer &lt;/a&gt;(cliquem pra terem uma idéia do que está acontecendo), o cara da algibeira com garrafas e copos, está indo daqui pra algum lugar na fronteira com a Espanha, onde ele vai assistir gravarem um filme. Como o amigo Penin me forneceu valiosos contatos na Galiza (aka Galícia) e está meio que no meu schedule ir pra lá depois de amanhã, na hora me empolguei. [Aliás, acabo de skypear pro Abel.] De forma que ficamos hoje aqui ao menos eu, o Márcio-André, o Jon, o Stephen e a Ana Raquel (isso se hoje eles não conseguiram arrastar um dos portugueses, ou o chinês, ou o russo), provavelmente experimentando todas as dezenas de portos a 2 euros a garrafa que existem por aqui, à beira do Douro - e não que o Mondego não seja bonito, mas o Douro é pessoano. A comparar com o Tejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E amanhã ou depois entro num carro ou van com o último dos beats e minha viagem disneylândica vai virando uma &lt;em&gt;road trip&lt;/em&gt;, porque se passar perto de ourense, que não só abriga a família do Penin como dizem que é o berço da minha, certeza que do set tomo um ônibus pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - O mundo me assusta: pedi informação pra uma menina na rodoviária do Porto e : (i) era viajante; (ii) era bra&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rlr74BlJAlI/AAAAAAAAADU/6OjjiicCHRg/s1600-h/073.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069641270474375762" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rlr74BlJAlI/AAAAAAAAADU/6OjjiicCHRg/s320/073.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;sileira; e (iii) conhece o Márcio-André por e-mails. Peguei o contato, vamos ver. Em seguida comi uma &lt;em&gt;francesinha&lt;/em&gt;, orgulho nacional aqui: é tipo um sanduíche de bife, lingüiça e presunto, só que à parmegiana. Como no caso das fish'n'chips, cujo sucesso entre os súditos da rainha mundo afora sempre me espanta, não se admira que o prato não seja sucesso internacional. Sou mais o bacalhau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.P.S. - Sei que uma das coisas no mundo que não controlo é quem se ofende com a palavra proferida, como falam os chineses. Mas os amigos lusitanos tenham em mente que nossa língua lá nos trópicos não é precisa como a de vocês aqui, e a leitura pode ser escorregadia; às vezes digo uma coisa querendo dizer outra. E o ofensivo na aparência pode muito bem ser invertido na essência - exceto que esta última não existe; percebem? &lt;em&gt;Car je n'aime pas q' on lise mon livre à la legère&lt;/em&gt;, já dizia o cara do Pequeno Príncipe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.P.P.S. - Sinto que minha viagem terá uma curta escala na Holanda entre a península e zentereuropa...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-4409218140825614432?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/4409218140825614432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=4409218140825614432&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4409218140825614432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4409218140825614432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/05/o-encontro-no-terminou-s-mudou-de-lugar.html' title='O Encontro não terminou, só mudou de lugar'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rlr4wBlJAkI/AAAAAAAAADM/Rfb_hokOSkA/s72-c/069.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-388718644436841955</id><published>2007-05-28T12:05:00.001-03:00</published><updated>2007-05-28T12:32:31.244-03:00</updated><title type='text'>Um pouco de Coimbra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Coimbra, em oposição ao Porto manuelino e barroco, é bem neoclássica, como em renascentista (Universidade levada para aquela cidade no século XVI), não como nos pastiches de concrejato paulistanos. Pra vocês verem:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069629768551957010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlrxahlJAhI/AAAAAAAAAC0/ESmPsf6y3f0/s320/DSC00096.JPG" border="0" /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;o jardim da sereia&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069633844475920946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rlr1HxlJAjI/AAAAAAAAADE/qIy7zEi11YQ/s320/048.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;você não moraria aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069632341237367330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlrzwRlJAiI/AAAAAAAAAC8/36syCcjDkiE/s320/046.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;porque destruir patrimônio histórico é ficar repintando a Capela Sistina&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-388718644436841955?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/388718644436841955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=388718644436841955&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/388718644436841955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/388718644436841955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/05/um-pouco-de-coimbra.html' title='Um pouco de Coimbra'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlrxahlJAhI/AAAAAAAAAC0/ESmPsf6y3f0/s72-c/DSC00096.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-4153508123406292311</id><published>2007-05-28T10:39:00.000-03:00</published><updated>2007-05-28T12:34:07.090-03:00</updated><title type='text'>Imagens de Braga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mais algumas imagens de Braga. Vou importá-las grandes, pra quem quiser clicar e ver melhor; se o blogger for inteligente como deve ser, só vai demorar pra carregar se vocês quiserem ver a imagem grande. Me avisem se estiver muito lento na página principal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069610316645073378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlrfuRlJAeI/AAAAAAAAACc/o0XdiO2XEXQ/s320/DSC00059.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;pra Tássia (aqui até a accessorize tem estilo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069623871561859570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlrsDRlJAfI/AAAAAAAAACk/xEKXtG7splY/s320/DSC00043.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;a madonna nas mãos dos paparazzi seiscentistas&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069627174391710210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlrvDhlJAgI/AAAAAAAAACs/V72-YoLknGA/s320/DSC00058.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;Braga é uma festa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-4153508123406292311?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/4153508123406292311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=4153508123406292311&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4153508123406292311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4153508123406292311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/05/imagens-de-braga.html' title='Imagens de Braga'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlrfuRlJAeI/AAAAAAAAACc/o0XdiO2XEXQ/s72-c/DSC00059.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-8567963520376602435</id><published>2007-05-27T11:22:00.000-03:00</published><updated>2007-05-27T12:40:24.916-03:00</updated><title type='text'>Coimbra e o encontro internacional</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desisti de Guimarães, ao menos por ora, e vim pra Coimbra ver se aprendo alguma coisa. O que se passava é que aqui estava rolando o &lt;a href="http://www.uc.pt/poetas"&gt;VI Encontro Internacional de Poetas&lt;/a&gt;, e a &lt;a href="http://www.peixedeaquario.zip.net/"&gt;ana rüsche &lt;/a&gt;me passou a dica de um cara que se chama &lt;a href="http://www.blogger.com/www.marcioandre.com/"&gt;Márcio André &lt;/a&gt;e que estaria aqui no evento. Vim atrás, e revelou-se que: (i) a ana nem conhecia o sujeito, só por e-mail; (ii) o cara é poeta mesmo, como se diz por aí (ver adiante); e (iii) trata-se de um puta carioca gente-fina, que logo me colocou na roda, composta por ele, um inglês pirado, um distinto senhor americano-que-mora-em-Paris-e-anda-com-copos-e-garrafas-(halbvoll)-nos-bolsos, dois cabo-verdeanos, uma angolana, uma finlandesa - sendo todos os retrocitados poetas nos seus respectivos países - e umas meninas estudantes portuguesinhas tentando garantir que todos eles voltem vivos pras suas pátrias, tarefa que vai ficando progressivamente mais difícil conforme a noite se estende e os copos se enchem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma que ontem assisti a uma performance de um português ferrado chamado &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alberto_Pimenta"&gt;Alberto Pimenta&lt;/a&gt;, depois rodamos uns bares e por pouco não acabamos numa balada coimbrense 'africana', cujo hit aparentemente era Atoladinha. Fomos salvos pelo inglês pirado, que se encontrava incapaz de se manter de pé - aqui é probido entrar na balada bêbado - e fizemos o percurso de volta pro hotel deles numa velocidade média de 10m/minuto. Fantástico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, depois de 4h de sono e mais umas leituras, dispensei o almoço chique com discursos, encontro eles mais à noite, e rodei a cidade acompanhado da alemã Andrea, que vai começar o doutorado em química aqui. Conheci do nada, e tô ficando tão bom nisso que ontem fui jantar num lugar recomendado pelo Lonely Planet e terminei conversando sobre a sociedade portuguesa com um médico coimbrense chamado Vasco, especializado em medicina da família.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O idioma é uma coisa à parte. Óbvio que eu fico tentando mimetizar o sotaque português quando falo com eles, e óbvio que com taxas de sucesso negligenciáveis. Em especial porque ficar falando com o maxilar pra frente cansa depois de uns dois minutos, e o sotaque então vai &lt;em&gt;fading back &lt;/em&gt;de volta pro paulistês, com passagens tipo rolar os 'rr' e usar palavras engraçadas, que nunca sei quais pode ('parvoíce') e quais não pode ('rapariga') usar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas mesas internacionais, reina o novo sabir, que consiste basicamente, aqui, num português misturado com inglês e contribuições importantes de espanhol, francês, alemão e sueco - sendo que claro que dificilmente uma frase vai ser compreendida por todas as pessoas que estão numa mesma mesa, mas vamos nos entendendo. Até porque é impressionante o quanto o holandês, por exemplo, após umas cervejas se transforma numa mera mistura de inglês com alemão, perfeitamente compreensível, na essência, até pra quem não fala inglês nem alemão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Anoto que conversar com os portugueses é bem engraçado: aqui é como a São Francisco quando tem visitantes gringos ou escolas, só que &lt;em&gt;o tempo todo&lt;/em&gt;; ou seja, de uma certa forma, é como se os locais e estudantes morassem na Disney, sendo que &lt;em&gt;eles são parte da atração&lt;/em&gt;, e a boina é o equivalente local das orelhas do Mickey. A boina praticamente faz o Manuel - mas, depois de algum treino, eles são perfeitamente reconhecíveis sem elas. Eu mesmo estou quase comprando uma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Próximo passo: ver se consigo contato com o amigo Felipe Sentelhas, da SanFran, caso em que fico mais um tempo aqui. Se não, acho que é acordar amanhã, ver mais umas coisas que faltam e partir pro próximo passo - penso que os mosteiros, ao sul, de Batalha e Alcabaça. Depois disso não sei. Ou volto pro norte (Guimarães, como planejado, Vila Nova Real, como me falaram, ou até de volta pro Porto, onde estará o suprareferido inglês pirado, fechando seu novo livro à beira do Douro); ou deixo o inglês pirado, e vamos chamá-lo de Jon, caso ele apareça de novo na nossa história, pra visitar em Coventry e sigo até Lisboa, ver se pego um desses low fare pra A Coruña, que pode sair até mais barato que o trem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas pode ser também que nada disso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Márcio André (que desde já recomendo, pelas qualidades literárias, sociais e etílicas):&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os Ornamentos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e o homem foi arrancado da casca da árvore&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e acrescido de dentes e olhos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e foi trançado dia e dotado de ouvido&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e ouviu:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;o trigo roçando o éter de Galileu&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;os pés descalços&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a grama úmida de hortelã -&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e ouviu:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;..........&lt;/span&gt;a pele inviolável&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;..........&lt;/span&gt;de seu corpo inviolável&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[germinar lagartas nos arremedos de vértebra]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;..........&lt;/span&gt;flanco e dorso&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;..........&lt;/span&gt;das carcaças de pachiderme&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;um hipopótamo sonhando entre os girassóis&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-8567963520376602435?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/8567963520376602435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=8567963520376602435&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/8567963520376602435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/8567963520376602435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/05/coimbra-e-o-encontro-internacional.html' title='Coimbra e o encontro internacional'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-6605195719011787983</id><published>2007-05-26T07:07:00.001-03:00</published><updated>2007-05-26T07:38:34.090-03:00</updated><title type='text'>Um pouco mais do Porto</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgMOhlJAaI/AAAAAAAAAB8/yiK5T4-AdgE/s1600-h/DSC00036.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068814824277344674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgMOhlJAaI/AAAAAAAAAB8/yiK5T4-AdgE/s320/DSC00036.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O Douro visto de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Azulejos pra todo lado&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgHmBlJAYI/AAAAAAAAABs/Ng795UN2xEc/s1600-h/DSC00027.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068809730446131586" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgHmBlJAYI/AAAAAAAAABs/Ng795UN2xEc/s320/DSC00027.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgHmBlJAYI/AAAAAAAAABs/Ng795UN2xEc/s1600-h/DSC00027.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgHmBlJAYI/AAAAAAAAABs/Ng795UN2xEc/s1600-h/DSC00027.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Dom Pedro, um imperador globalizado.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068811869339845010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgJihlJAZI/AAAAAAAAAB0/mgKW1uAwr1c/s320/DSC00029.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira fonte do Douro só se vê ao ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgNyRlJAbI/AAAAAAAAACE/HYUptkf8TZc/s1600-h/DSC00038.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068816537969295794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgNyRlJAbI/AAAAAAAAACE/HYUptkf8TZc/s320/DSC00038.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-6605195719011787983?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/6605195719011787983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=6605195719011787983&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/6605195719011787983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/6605195719011787983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/05/um-pouco-mais-do-porto.html' title='Um pouco mais do Porto'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgMOhlJAaI/AAAAAAAAAB8/yiK5T4-AdgE/s72-c/DSC00036.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-4525073942593752534</id><published>2007-05-26T06:11:00.000-03:00</published><updated>2007-05-26T07:54:54.618-03:00</updated><title type='text'>Braga</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgQXRlJAcI/AAAAAAAAACM/7DBOKFqUvmE/s1600-h/DSC00045.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068819372647711170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgQXRlJAcI/AAAAAAAAACM/7DBOKFqUvmE/s320/DSC00045.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Melhor compra já feita até agora: o guia Lonely Planet sugerido pelo amigo Cadu. Confesso que resisti bastante a mudar do Guia Visual da Folha com o qual já tinha me acostumado e tudo o mais, mas a escolha (e minha pequena rebeldia - comprei Portugal em vez de Europa) não podia ter sido melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descobri que não só Braga é onde está a Universidade do Minho, e onde fica a Jéssica-do-trem, mas também que é uma cidade turística razoavelmente importante. Na falta de u&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rlf_HRlJAUI/AAAAAAAAABM/h6L1LKg-C-c/s1600-h/DSC00060.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068800406072131906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/Rlf_HRlJAUI/AAAAAAAAABM/h6L1LKg-C-c/s320/DSC00060.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;m acesso à internet melhor, deixo só as fotos da Universidade, naqueles prédios construídos em séries de camadas arquitetônicas medievais que várias Ivy Leagues dariam sua Law School pra ter.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Além disso, depois de pegar um comboio (aka trem, ônibus é autocarro) do Porto, por E2, consegui em 24h fazer o máximo da cidade. Estou num pensionato religioso (E15, com café) fantástico, do qual só não deixo f&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgRzRlJAdI/AAAAAAAAACU/qaoGv-KDOWM/s1600-h/DSC00049.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068820953195676114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgRzRlJAdI/AAAAAAAAACU/qaoGv-KDOWM/s320/DSC00049.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;otos porque fui expressamente proibido pelas irmãs. Único defeito: toque de recolher à meia noite - e não queira descobrir o resultado de desobedecer. Por conta do guia, fui também, logo de cara, a um restaurante escondido que a preços de centro (E4,5) me serviu o maior, e talvez melhor, bacalhau da vida. A curiosidade fica por conta da estranheza que causou o hábito de comer pão com azeite; quando pedi, o garçom me olhou como se eu tivesse falado que ia misturar o azeite no suco. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A viagem está ficando também mais intern&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgE_xlJAXI/AAAAAAAAABk/WiIOUEaNYQs/s1600-h/DSC00070.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068806874292879730" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgE_xlJAXI/AAAAAAAAABk/WiIOUEaNYQs/s320/DSC00070.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;acional. Já dividi mesa com holandeses e ingleses, e ontem acabei por influência da Jéssica (primeiro segurando o bolo e depois comigo e com a polonesa Marta - ou Martya, ou Martja, ou uma quarta coisa nada a ver com nada disso - num momento zuzo bem) no aniversário de uma polonesa ('Gosha', aparentemente), com direito a porutgueses, turcos e romenos. No meio tempo, passei na Catedral Municipal e tirei fotos pra vocês. Aqui foi (momento cultural) um assentamento romano chamado Bracara Augusta, e, depois do século XI, o centro religioso de toda a península ibérica durante muito tempo, com o arcebispo mandando e desmandando no reino. De forma que a Sé local é também a catedral mais antiga de Portugal, e por isso uma das mais interessantes, estilo românico com arcos em semicírculo e tal. Claro que em seguida foi recoberta de massinhas, no estilo manuelino e depois barroco.&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgDEhlJAWI/AAAAAAAAABc/_9RqX71gscU/s1600-h/DSC00080.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068804756874002786" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgDEhlJAWI/AAAAAAAAABc/_9RqX71gscU/s320/DSC00080.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ok, vou parar de falar disso, wikipedia todo mundo tem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltando pras amenidades, encontrei aqui ruas cheias de lojas de moda, com vendedores e vendedoras saídos de algum catálogo da Daslu, coisa que no Porto não havia. Inclusive, ou as pessoas ainda não acreditam muito que esquentou (e à noite realmente esfria) ou há algum pudor especial em cobrir o corpo - sou a única pessoa de bermuda nas ruas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A próxima parada é Guimarães, autoproclamada berço de Portugal, já que não tive resposta do cara do Encontro Internacional de Poetas de que a ana falou, a realizar-se &lt;em&gt;as we speak&lt;/em&gt; em Coimbra. Mas sempre posso acabar mudando de idéia, afinal o encontro é só até domingo e Guimarães fica aí por um tempo ainda. Aviso vocês.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-4525073942593752534?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/4525073942593752534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=4525073942593752534&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4525073942593752534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/4525073942593752534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/05/braga.html' title='Braga'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlgQXRlJAcI/AAAAAAAAACM/7DBOKFqUvmE/s72-c/DSC00045.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-6074900536429950248</id><published>2007-05-24T10:56:00.000-03:00</published><updated>2007-05-24T11:12:13.713-03:00</updated><title type='text'>A Ouro Preto de cá</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbsBlJASI/AAAAAAAAAA8/nalTNQF1bxw/s1600-h/DSC00004.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068128136316125474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbsBlJASI/AAAAAAAAAA8/nalTNQF1bxw/s320/DSC00004.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Azulejos são o orgulho municipal... &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbrhlJAQI/AAAAAAAAAAs/XeBn3CkxSho/s1600-h/DSC00009.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068128127726190850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbrhlJAQI/AAAAAAAAAAs/XeBn3CkxSho/s320/DSC00009.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Residencial Reis fica do lado dessa flecha.&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbsRlJATI/AAAAAAAAABE/JHYPKJqUrIM/s1600-h/DSC00003.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068128140611092786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbsRlJATI/AAAAAAAAABE/JHYPKJqUrIM/s320/DSC00003.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Amigos de viagem.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbJBlJAPI/AAAAAAAAAAk/c8JUenuDjzE/s1600-h/DSC00007.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068127535020703986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbJBlJAPI/AAAAAAAAAAk/c8JUenuDjzE/s320/DSC00007.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbIxlJANI/AAAAAAAAAAU/KmCKBYOSH4E/s1600-h/DSC00011.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068127530725736658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbIxlJANI/AAAAAAAAAAU/KmCKBYOSH4E/s320/DSC00011.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Sé de 4 ângulos &lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbrxlJARI/AAAAAAAAAA0/w3jiushs7lA/s1600-h/DSC00008.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068128132021158162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbrxlJARI/AAAAAAAAAA0/w3jiushs7lA/s320/DSC00008.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbIhlJAMI/AAAAAAAAAAM/6YSqk6hm810/s1600-h/DSC00010.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068127526430769346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbIhlJAMI/AAAAAAAAAAM/6YSqk6hm810/s320/DSC00010.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbIxlJAOI/AAAAAAAAAAc/FJGKNYJZPE4/s1600-h/DSC00012.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068127530725736674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbIxlJAOI/AAAAAAAAAAc/FJGKNYJZPE4/s320/DSC00012.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-6074900536429950248?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/6074900536429950248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=6074900536429950248&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/6074900536429950248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/6074900536429950248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/05/ouro-preto-de-c.html' title='A Ouro Preto de cá'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Rfl39m22IgM/RlWbsBlJASI/AAAAAAAAAA8/nalTNQF1bxw/s72-c/DSC00004.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4192252663479039375.post-1539868965277700722</id><published>2007-05-24T10:07:00.000-03:00</published><updated>2007-05-24T11:21:54.318-03:00</updated><title type='text'>Chegada ao Porto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ontem ao Porto, Portugal. Um vôo tranqüilo e uma escala no aeroporto internacional de Madri, tão iluminado e colorido que dá a impressão de um filme sobre a moderna Tóquio, exceto que, talvez para impressionar os turistas, o lugar é gigantesco e perdi a conta de por quantas esteiras rolantes e elevadores passei, fora o metrô interno que serve exclusivamente o aeroporto. Desci então no Porto, primeira escala de uma viagem de paradas incertas onde só sei do início e do final - e não como uma homenagem ao Machado, mas principalmente em razão de as passagens, compradas com milhas, já terem sido emitidas. A volta é de Moscou, em 9 de agosto, e pronto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sobre o Porto propriamente dito, aviso a quem poderia estar com idéias de vir até aqui em busca de uma viagem no tempo, do encontro perdido com um passado mítico todo ele português, que nesse aspecto é tudo muito parecido com Ouro Preto, sendo bastante mais caro e incômodo atravessar o Atlântico. É que aparentemente entre os séculos XVI e XVIII era incontrolável o impulso português de construir igrejas e mais igrejas onde quer que se encontrasse um local um pouco mais íngreme; como acabei comprando uma máquina fotográfica, vocês podem ver umas primeiras amostras da paisagem ouropretana, ou portense, das margens do Douro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou hospedado no 'Residencial Reis'. Residenciais são os albergues locais, todos verticais e sem aquela tradição dos albergues mais ao norte (ou muito mais ao sul, na Oceania) de ter quartos para 8 ou 10 pessoas que nunca se viram na vida. Pago 20 euros a noite, e subo algo como 4 lances de escada sempre que quero chegar lá, mas o lado bom é ter uma cama, móveis e um banheiro exclusivos. Vamos ver se consigo piorar essas condições ao longo da viagem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O lado ruim é que não faço amigos de quarto. Aliás, durante o dia a impressão que se tem por aqui é de que 80% da população é terceira idade, de tanto turista sexagenário rodando no centro. De forma que meus amigos de viagem até agora são 3 brasileiros: uma catarinense que encontrei no metrô e estuda em Braga, e que devo visitar em breve; e um casal de irmãos vindo do Caminho de Santiago e originário de Campinas, que provavelmente conheço orkutianamente em 2 lances. Devo ir degustar vinho do Porto com eles logo que terminar aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses em si e europeus em geral são mais frios também, como se sabe. Se incomodam bastante se você tenta esticar uma conversa além do necessário, e têm o sentido do trabalho muito enraizado quando estão trabalhando. Inclusive, já levei duas vezes 'Eu não deixo' de funcionários, frase que, construída assim, com sujeito e verbo, é muito estranha de ouvir. Primeiro, da faxineira do banheiro do McDonald's, que eu queria usar (o banheiro, não a faxineira) após o horário de fechamento; e, segundo, do vigia de uma torre, que não me deixou subir porque vinha chegando o horário de almoço e não ia dar tempo de fazer a visita. Quem está acostumado com subserviência total ou, no mínimo, uma desculpa sorridente, estranha. Mas aqui é tudo regulado pelos relógios - melhor não precisar de nada entre as 12h30 e as 14h00, porque a loja, não importa muito do quê, vai estar fechada. Inclusive se for ponto turístico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A única classe de portugueses amigáveis é a dos Homens Sentados no Bar. Ia dizer Velhos, mas na verdade a classe compreende toda uma faixa de casados dos 30 aos 80 (as mulheres ou ficam em casa ou estão trabalhando, e nenhuma das duas opções é muito politicamente correta) que passam as tardes nas caves batendo papo, um pouco como no Brasil exceto que: (i) o vinho disputa com a cerveja na preferência regional; e (ii) todos eles parecem ter se vestido e preparado pra aparecer como figurante português em alguma novela. Gostei bastante deles, como em geral gostei da vida não-turística da cidade. Gente morando em casas de 300 anos, prédios medievais com roupa pendurada e até paredes do século XVI com grafite bem-feito (ok, isso deve ser pouco popular; vou tentar fotografar) - toda essa vida que parece rir um pouco dessa legião flutuante de senhores e senhoras trajados como turistas andando pra lá e pra cá nas ruas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rindo, mas parece que não explorando. É curioso, mas os preços variam muito pouco entre os restaurantes nos rincões e os guarda-sóis à beira do Douro. Inclusive as coisas por aqui são bem baratas, nada daquela coisa de ser o mesmo preço do Brasil, só que em euro. Um sanduíche típico custa entre €1 e €2, um prato uns €3.50, um copo de Porto coisa de €1.50 e uma camiseta €5. Industrializados em geral são baratos comparados com o 'custo-sobrevivência', digamos assim, e isso também nos estranha. Mas ouvi também que Portugal é o país mais barato da Europa ocidental.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda bem que vou parar nos Pireneus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São umas primeiras impressões transatlânticas. Vamos ver se daqui esquenta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4192252663479039375-1539868965277700722?l=transatlanticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transatlanticas.blogspot.com/feeds/1539868965277700722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4192252663479039375&amp;postID=1539868965277700722&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/1539868965277700722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4192252663479039375/posts/default/1539868965277700722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transatlanticas.blogspot.com/2007/05/chegada-ao-porto.html' title='Chegada ao Porto'/><author><name>Geraldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11148482905946758559</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
